Cinque Terre, Itália, Riomaggiore

Um dia por Riomaggiore…

Partimos de Pisa, de comboio, para visitar as cinque terre. Este é o melhor meio de transporte, pois de carro é muito complicado. As estradas são muito acidentadas nessa zona e não existe praticamente estacionamento. De comboio ainda têm a possibilidade de comprar um bilhete que dá para se deslocar entre as cinque Terre, parar, sair e visitar cada uma delas. Não estejam à espera de grandes vistas durante a viagem, pois esta é praticamente toda efetuada por túneis.Ao chegar a La Spezia, têm de mudar de comboio e ir em direção a Levanto. A primeira “Terre”, a cerca de 7 minutos de La Spezia é Riomaggiore, para mim, a mais bonita e à qual dedico este post, mas onde têm de estar preparados para subir e descer, escadas e ruelas, bem como, entrar e sair de becos.

Ao sair do comboio existem 2 possibilidades, ir logo para a vila ou deslocar-se em sentido contrário, em direção a Manarola. Aconselho iniciar a visita pela segunda opção, pois as vistas sobre o mar são maravilhosas e podem apreciar o início da Via dell’Amore, com os seus inúmeros cadeados correspondentes a tantas declarações ou promessas de amor.

Infelizmente não pudemos percorrer este trilho, pois ainda está encerrado, devido ao mau tempo, de há uns anos, que provocou muitos estragos nas várias localidades.

Aproveitem, portanto, para apreciar a paisagem ou para parar, um pouco, no café ali existente que tem uma vista incrível sobre o mar. Foi o único estabelecimento com Wi-Fi que eu vi, pois defendem muito o viver a vida sem necessidade de recorrer à Internet. Até se podem adquirir t-shirts com estes dizeres.

O acesso à vila faz-se através de um longo túnel, tal como nas outras localidades, decorado em tons de azul, que é percorrido a pé. É o túnel com o ar mais sofisticado.

No final do túnel existe a indicação das direções para o centro da localidade ou para a sua marina.

Se optarem pela subida da via principal, chegam à igreja de onde têm uma bela vista.

Mas, para mim, o mais bonito é o chamado bairro dos pescadores, onde tudo se conjuga na perfeição, desde a cor do mar à das casas, desde as montanhas às pedras que por ali abundam.

Subimos do lado esquerdo da marina para almoçar perto do mar num pequeno estabelecimento de madeira, onde comemos os melhores panini’s de camarão e de ovos da nossa estadia.

São servidos em cestos, devidamente embrulhados em papel branco e têm aquele sabor que é inevitável (re)lembrar.

No final, aproveitamos para tirar fotografias junto ao muro de pedra aí existente, dado ter uma vista maravilhosa sobre a marina, as suas casas coloridas e os barcos dos pescadores.

Percam tempo a passear pelos barcos dos pescadores, a ir até junto à água, a observar a rotina dos locais e não partam sem comprarem pequenas lembranças da localidade, nomeadamente os sabões de limão, fruta que abunda pela vila.

Irão perceber que o mais difícil em Riomaggiore é partir da localidade e, deixar para trás toda aquela beleza e tranquilidade, pois dá vontade de ficar.

Recomendo vivamente uma visita atenta e demorada a esta vila, que foi, para nós, um dos lugares mais belos que já vimos.

Dedicarei próximos posts às outras localidades, mas esta tornou-se para mim e logo desde a saída do comboio, muito especial.

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