Marselha é uma cidade, a segunda maior de França, conhecida pelo seu grande porto, que funcionou como um dos pontos mais importantes de trocas para o Império Francês.

Eu adoro Marselha. É uma localidade linda e simpática. Contrariamente ao que muitas pessoas dizem, não a considero mais violenta ou perigosa do que qualquer outra cidade com esta dimensão, daí só serem necessários os cuidados que são nas outras também.
O antigo porto, o chamado “Vieux Port” é o local a partir do qual a cidade nasceu e ainda hoje continua a ser o coração de Marselha.

É um porto cheio de barcos e iates particulares.


É uma zona, animada, onde se concentram muitos bares, cafés, restaurantes, brasseries e os tradicionais bistrôs, logo o sítio ideal para se degustar a famosa sopa de peixe, a Bouillabasse.


A primeira vez que fui ao Vieux Port, fui logo beber ao Bar de la Marine, uma referência para mim, que fui criada a ver os filmes da trilogia marselhesa de Marcel Pagnol “Marius, Fanny e César” em que, a maioria, da história decorre neste bar.

Aquando das obras pelo facto de Marselha ter sido capital da cultura, o teto do porto foi substituído passando a ser espelhado. As fotos no local criam um efeito incrível. Aqui se vende o peixe fresco diariamente cedo pela manhã.

Por trás da Câmara Municipal encontra-se a zona velha da cidade, “Le Panier” . Um bairro, muito lindo, com um ambiente artístico, onde eu adoro passear.

Existem mais portos, mas a minha preferência recai sobre um, que eu aprecio muito, o de “Vallon des Auffes”. Trata-se de uma antiga aldeia de pescadores, onde à volta deste pequeno porto, estão ancorados barcos típicos coloridos.



Nessa zona situam-se fantásticos restaurantes de peixe. Para se deslocar até à aldeia, há que descer umas escadinhas e percorrer uma ruela, o que proporciona um passeio muito lindo. É um dos meus locais preferidos.
Ali bem perto e em homenagem aos mortos da primeira guerra mundial foi inaugurado um monumento, dedicado a estes, junto ao mar. Trata-se de uma estátua de mulher em bronze, com os braços erguidos para o céu, rodeada por um arco em granito. É a “porte de l’Orient”.



Tudo isto fica na Corniche Kennedy, uma avenida junto ao mar, que é a mais bonita varanda de Marselha para o mar.


Mas o momento alto é, para mim, a vista de Marselha, aquando da visita à basílica da “Notre Dame de la Garde”.
O Monte da Garde é o ponto mais alto de Marselha, por isso, durante muitos anos foi um posto de observação para proteger a cidade dos invasores. Mas, também, foi sempre um local de peregrinação, em que o santuário, ali existente, rapidamente se tornou pequeno para tantos visitantes. Foi, então, construída a basílica, com uma arquitetura marcada por mármore colorido, murais e mosaicos e coroada por uma estátua da virgem Maria.




Este monumento é simbólico e, por isso, muito querido pelas gentes de Marselha, pois acreditam que a nossa senhora é a defensora da cidade, pois, lá do alto, olha pelos seus marinheiros e pescadores.
Por dentro, a basílica é igualmente bela, daí valer a pena uma visita.
Do miradouro é possível apreciar, então, a linda Marselha. As vistas sobre a cidade são fantásticas. Únicas.







É possível admirar, ao longe, a ilha de If, onde está localizado o castelo que inspirou o livro “O conde de Montecristo”. Inicialmente criado para proteger a cidade de um ataque marítimo, transformou-se numa prisão do Estado. Atualmente é uma das maiores atração turística de Marselha, para a qual existem vários barcos para o transporte.

Mas Marselha é, também, cultura. Tem vários museus. Recomendo o Museu de Civilizações da Europa e do Mediterrâneo, um museu focado na civilização Mediterrânica, ali bem perto do Vieux port e do “Fort de Saint Jean”.
Foi um belo projeto governamental que reúne antropologia, história da arte e arte moderna e, por isso, conta com milhares de obras para exposição e com umas vistas fantásticas.










Marselha é uma cidade encantadora com, mesmo, muito para ver.