Alguns dirão que Pigalle já deu o que tinha a dar. Que já não é o que era. Para mim, que não sou muito de modas e que valorizo o lado mais genuíno das coisas, continua a ser uma das minhas zonas preferidas em Paris. Pois há sitios para se verem em Paris e outros para se sentirem, como é o caso deste bairro.

Durante anos, este bairro foi o bairro boémio da capital francesa. Era conhecido pela prostituição que aí existia, a zona dos sex shops, salas de espetáculos, cabarés…o que lhe conferiu, até, uma certa má fama. Muito se mantem.



Mas, Pigalle não é só essa perdição toda, é também a zona onde os comerciantes e habitantes se conhecem pelos nomes, as grandes cadeias ainda não proliferam e o lado mais boémio do bairro se mantém genuinamente. Adoro isso. É um dos aspetos que mais valorizo, este poder de ser manter autentico quando o turismo impõe o contrário.
Geralmente, vou a Pigalle quando me apetece percorrer o lado boemio da capital francesa. Começo por Montmartre e desço até esta zona.
Gosto de apreciar o dia a dia das lojas, das pessoas e das ruas.
A fachada vermelha atrai ao longe, percebe-se logo que estamos a chegar a um dos cabarés mais conhecidos de Paris o “Moulin Rouge”. É talvez a zona mais turística do bairro.



Se forem fãs de Amélie Poulain, subam a “Rue Lepic” até ao primeiro cruzamento e aproveitem para visitar o “Café des Deux Moulins”, onde foi gravado o filme “o fabuloso destino de Amélie”.
Aproveitem para almoçar num dos lugares mais típico da zona o restaurante “le chat noir”, de preferência na esplanada, para melhor observar o dia a dia deste bairro. A comida é saborosa, a ementa variada e os funcionários muito simpáticos.


Acreditem em Pigalle e percorram as suas ruas, sem qualquer receio e aproveitem este Paris que não quer mudar.

Uma opinião sobre “Pigalle, o coração boémio de Paris…”