Aix-en-Provence, França

Nos passos de Cézanne

Paul Cézanne nasceu em Aix-en-Provence. Ele amava a sua terra e toda a Provença. Costumava dizer que “Quando se nasceu lá, é escusado, nada mais nos interessa “. Por isso, foi a cidade que escolheu para continuar a viver.

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Hoje, a localidade reconhece este filho da terra e orgulha-se muito dele, pois é impossível passear pelas ruas sem relembrar o pintor que Picasso chegou a considerar como “o pai de todos nós !” no que à pintura moderna dizia respeito.

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Para tal nem é preciso visitar o que de mais óbvio está ligado ao pintor, como, por exemplo, o seu atelier, pois por toda a cidade existem pequenas placas de metal C no chão que formam um percurso pedestre, que corresponde aos locais que marcam a vida e a rotina do artista na cidade.

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Os lugares que ele frequentava, as escolas onde estudou, as igrejas que frequentava, as casas onde morou, entre muitas outras coisas. É, desta forma, possível percorrer os passos de Cézanne por Aix-en-Provence. Sentir a cidade como ele a vivia.

Não vou falar de todos os pontos, pois são mais de 30, mas sim, falar de alguns que mais me marcaram.

O primeiro é para mim o mais simbólico pois é a estátua de Cézanne, perto da rotunda de “la rotonde” na praça General de Gaulle, dando a ideia que é o próprio pintor que nos vai acompanhar durante a caminhada. A estátua, que foi oferecida à cidade em 2006, mostra como era frequente encontrar o artista a andar pelas ruas quando ia pintar. Confesso que fiquei, um pouco, triste por terem cortado toda a vegetação que ali existia na minha última visita, sendo substituída por uma praça.

Não muito longe, já no Cours Mirabeau, um dos pontos marca o “café des deux garçons”, um dos estabelecimentos mais antigo de Aix-en-Provence, onde ele passava parte do seu tempo com os amigos e outros artistas. Um pouco mais acima, no número 55, encontra-se a casa onde funcionava a loja de chapéus que o seu pai abriu quando regressou de Paris, depois de tirar o curso.

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A “fontaine des bagniers” é uma linda fonte, onde, outrora, saía água quente, decorada com um medalhão em bronze de Cézanne da autoria de Richard Guino, a partir de um desenho de Renoir e sob as suas orientações.

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Ligados ao seu casamento, civil e religioso, os edifícios do “Hôtel de ville” e da igreja “Saint-Jean-Baptiste du Faubourg” são também locais que merecem uma visita. Nesta última, também, se realizaram as cerimónias fúnebres do seu pai.

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A linda catedral de Saint- Sauveur, também, teve um papel significativo na vida do pintor. Émile Bernard descrevia, desta forma, a ligação, que ambos, tinham com este local “Aos domingos íamos à missa. Ele vestia o que tinha de melhor. Sentava-se no banco da Fábrica e seguia atentamente o ofício.” Ele gostava de aí se refugiar. Foi o local escolhido para batizar a sua filha e, mais tarde, onde decorreram as suas cerimónias fúnebres. Em frente, a faculdade de direito, que frequentou durante uns tempos para fazer a vontade ao pai.

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São, apenas, pequenos exemplos, pois existem muitos mais pontos que merecem uma visita, por fazerem parte dos locais do pintor amado de Aix.

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