Nice é daquelas cidade que ficam cá dentro. Não estava com grande expetativas, mas esta localidade conseguiu surpreender-me verdadeiramente.
É difícil descrever tudo o que gostei, mas vou tentar resumir o melhor da minha estadia, maravilhosa, em Nice. Confesso que não tive vontade de partir.
Estive dois dias em Nice e fiquei alojada no Hotel Ibis Nice Californie Lenval, que está localizado numa rua paralela à “Promenade des anglais”. Este hotel tem uma localização fantástica, transportes públicos mesmo à porta e um parque de estacionamento privado mesmo em frente, o que permite levar o carro. Foi uma excelente escolha.


Dada a proximidade da “Promenade des anglais”, iniciamos a visita por aí.

É uma avenida com uma extensão de 7 km, ladeada por um enorme passeio ao longo da chamada “Baie des Anges”. Dizem que foi construída para que as senhoras inglesas, que tanto gostavam de vir a Nice, não sujassem os seus lindos vestidos no caminho de terra que ali existia.
Quanto à baía é linda. Foi uma fonte de inspiração para vários artistas, tal como Matisse.
A “Promenade des anglais”, é a avenida onde, atualmente, se realizam a maior parte dos eventos da cidade.



Ao longo do tempo, a maior parte das mansões e hotéis, da Belle Époque, foram substituídos por prédios novos. O luxuoso hotel “Le Negresco” é, no entanto, uma exceção, mantendo os seus traços antigos.

Esta zona da cidade corresponde à parte nova, reconheço a sua beleza, mas o que me despertava muita curiosidade era o “Vieux Nice”, a mais antiga.
Fui de carro até à “Place Massena”, onde o deixei estacionado no parque de estacionamento aí existente. Não teime em levar o carro para a parte mais antiga, pois o mais certo é o resultado ser mau.
Esta praça é a ligação entre a parte velha e a nova da cidade, por isso existe este equilíbrio entre o antigo e o moderno em tudo, por exemplo, os palácios coloridos de outrora, aí existentes, coabitam e contrastam com esculturas modernas, de resina branca, representando homens sentados a 10 m de altura.

A referência ao rio que foi enterrado para construir esta praça, pode ser interpretada pelo imenso espelho de água ali existente. Este chafariz é a delicia das crianças (e não só) em dias de calor.

A “Fontaine du soleil” marca a entrada das ruas do “Vieux Nice”. Representa Apolo rodeado por vários Deuses com nomes de planetas, tal como Vénus.

Para poder apreciar as pequenas ruas estreitas e sinuosas da parte antiga de Nice, aconselho a não ter um roteiro definido, mas sim a deixar-se ir sem destino e encantar-se pela beleza destas ruelas, com casas altas coloridas, onde é difícil fotografar, pois ou têm luz a mais ou a menos. Talvez seja mais fácil pinta-las.

Começamos, portanto, pela “Cours Saleya” , uma avenida perto do Vieux Port, que acolhe diariamente o, tão conhecido, mercado das flores de Nice.

É ladeada por restaurantes e bares, onde sabe, sempre bem, estar.
O mercado é algo de fantástico. Ruidoso, muito colorido, cheio de gente reflete bem aquilo que deveria ser esta rua no passado, onde tudo acontecia por ser a zona portuária.



Podem, ainda, apreciar os maravilhosos edifícios da opera de Nice, que era o antigo teatro da cidade, ou da capela do Saint-Suaire, que cria a rutura entre este tipo de construções em estilo barroco para o neoclassicismo.


Se for daquelas pessoas que gosta de ver monumentos não esteja à espera de os encontrar nas ruelas. Praticamente não existem, pois o charme desta zona é saber apreciar aquilo que há de mais genuíno nas ruas típicas da cidade. O dia a dia das ruelas é fantástico, a dificuldade em chegar às casas, a roupa pendurada nas janelas para secar, o cheiro dos cozinhados dos locais e as suas conversas, num labirinto de ruas tortas, que tanto alargam como estreitam, que tanto sobem como descem. O Vieux Nice é isso. Tudo parou, para se viver, apenas, o instante presente.









Foi justamente isso que fizemos, sentimos aquele momento. Horas só a ouvir, a ver e a cheirar, nada em particular, tudo em si. Foi intenso. Trago belas recordações.




O almoço decorreu na animada e simpática praça Rossetti, talvez o espaço mais italiano desta cidade francesa.

As esplanadas dos restaurantes ocupam grande parte da praça à volta da fonte que ocupa o centro daquele espaço. Os momentos de animação são frequentes.


A Catedral Saint-Réparate, construída em honra da patrona da cidade, é a grande senhora da praça e, práticamente, o único monumento existente no interior do Vieux Nice. É parecida à catedral de Génova, com as suas telhas às cores.

Nice, foste uma bela surpresa.