Há muito que eu desejava visitar o Mosteiro de Tibães. As imagens que eu via ou os artigos que eu lia davam ideia de ser daqueles lugares que eu gosto, calmo e ligado ao passado. E de facto é tudo isso e mais ainda.

Foi construído na freguesia de Mire de Tibães, no concelho e distrito de Braga no final do século XI e ocupado pela congregação Beneditina. Os monges que o habitavam seguiam as regras: silêncio, obediência, pobreza, oração e trabalho. Ainda hoje se consegue sentir esse espírito, pois percebe-se a clara separação entre essas zonas.
O Mosteiro é constituído por uma igreja, alas conventuais e espaço(s) exterior(es).




Alguns espaços foram alvo de recuperações, onde ainda se podem observar muitos dos pormenores do passado.


Comecei a minha visita, pelo claustro do cemitério, que se localiza na parte mais antiga do Mosteiro de Tibães.



É formado por uma galeria de arcos de pedra, sob o qual existem azulejos em tons azuis e brancos, pintados com cenas bíblicas e monásticas.



No centro, podemos observar uma fonte de pedra ornamental rodeada de jardins.


As galerias de arcos de pedra permitem acessar à parte superior do mosteiro, onde se encontram as dependências onde viviam os monges, aos recintos exteriores e à Igreja e sua sacristia.





O Mosteiro foi usufruindo, ao longo do tempo, de privilégios até atingir o seu auge nos séculos XVII e XVIII, como um dos maiores centros produtor e difusor de arte, cultura e estética, possuindo um enorme espólio de obras. Muitas foram roubadas na fase de degradação do Mosteiro.
Ainda hoje se podem ver algumas dessas obras, na sacristia, por exemplo, onde é possível observar algumas pinturas, espelhos e um chão adornado com mármore.








A igreja impressionou-me bastante, pois surpreende com a quantidade de ouro a cobrir grande parte dos altares e vários pormenores.









Tem vários altares correspondentes a capelas decoradas com pormenores relativos às diversas épocas e estilos.






O Mosteiro consta com uma ala privada que acolhe uma hospedaria e um restaurante.

Mas foram os recintos exteriores que eu mais apreciei, pela sensação de paz. Verdadeiros momentos de união com a natureza.



Neles ainda é visível muito dos trabalhos dos monges.
Gostei particularmente do caminho até a uma pequena capela, localizada bem no alto de um monte, onde para chegar até ela é necessário subir uma imensa escadaria repleta de fontes.


Mas, também, do lago, um espaço magnífico ladeado de árvores centenárias, onde sabe bem sentar e desligar.


O Mosteiro de Tibães é um espaço do passado onde sabe bem estar no presente. Recomendo!…