Bragança é uma cidade que me tem surpreendido nos últimos anos. Consegue uma dinâmica a vários níveis, que tem contrariado muito do que a interioridade costuma limitar, nomeadamente em termos artísticos e culturais. Por isso, todos os motivos são sempre bons para ir passar uns dias a Bragança. Desta vez foi com o interesse que tinha para descobrir o Mascararte, um evento ligado às, tão características, máscaras da região, que passei lá o fim de semana.
Infelizmente a chuva obrigou a serem canceladas as atividades que estavam previstas realizarem-se no exterior, tal como o desfile de caretos e a queima de um careto gigante, criado pelos alunos do curso de Artes do Instituto Politécnico de Bragança. Isso obrigou a passar para um plano B, mas a cidade, devido aos vários equipamentos, monumentos e condições que possui, o permite com facilidade.Depois de um pequeno almoço bem composto num espaço com ambiente simpático, o armazém do Caffé, iniciou-se a visita ao centro da cidade.
É muito difícil arranjar estacionamento no centro, por isso aconselho deixar o carro no parque privado que aí se encontra e percorrer tudo a pé.O primeiro monumento a ser visitado foi a chamada Sé Velha de Bragança, onde se localizava a antiga sede da Diocese de Bragança-Miranda.Inicialmente construída para ser um convento, com a transferência da sede da diocese de Miranda do Douro para Bragança, passou a Catedral diocesana. Com a construção da nova, começou a ter a função duma simples igreja, que é sempre agradável de visitar.




Mesmo ali pertinho, o centro cultural municipal Adriano Moreira, é sempre uma boa opção para visitar, pois tem sempre exposições a decorrer.Devido ao evento mascararte pudemos apreciar várias exposições ligadas às máscaras.





Um pouco mais a baixo, a Igreja de São Vicente, é um monumento famoso, por ter sido aí que Pedro e Inês se casaram em segredo. De pequenas dimensões, tem uma ligação enorme à cidade, por tudo o que ela representa a nível histórico.

O almoço foi num restaurante que apreciamos muito “o Poças”, onde é possível provar os deliciosos produtos locais, para além de várias especialidades da gastronomia típicamente portuguesa, sempre com um toque muito especial.

Depois destas refeições, sempre, tão bem servidas em Trás-os-Montes, tínhamos de caminhar para desgastar. Subimos, então, à zona do castelo, onde há muito para ver.
O Domus Municipalis de Bragança é um monumento, com uma arquitetura, muito própria, que pode ser visitado junto à Igreja.
O Museu Ibérico da Máscara e do Traje é uma mostra de costumes e de tradições da região de Bragança e Zamora.

Uma pequena loja de artesanato, ligado a esta temática, permite a compra de lembranças muito originais.
O castelo, as suas muralhas, as pequenas ruas e ruelas da zona envolvente…merecem ser devidamente apreciados, pois compõem um conjunto muito bonito.







O fim da tarde foi no miradouro de São Bartolomeu, para podermos observar o final do dia sobre a cidade.

As vistas são magníficas. Convidam a fotografar.
No segundo dia, o tempo estava melhor. Já não chovia. Estavam, portanto, reunidas as condições para um passeio por Gimonde, uma pequena aldeia da qual gosto bastante, que fica a aproximadamente 7 km de Bragança.

O melhor é estacionar o carro ao chegar e percorrer as ruas a pé.O rio, ainda mais bonito com os reflexos das cores do Outono, bem como as pontes formam um belo cenário que convida a um passeio pelas suas margens.



O almoço foi num restaurante, o D. Roberto, que combina muito comigo, pois serve aquela cozinha, tipicamente portuguesa, que eu tanto aprecio.




Após estes copiosos almoços transmontanos, o melhor, mesmo, é uma boa caminhada, neste caso pelas ruas da aldeia.


