O Restaurante Típico D. Roberto, um dos poucos restaurantes típicos certificado, está localizado em Gimonde, numa casa verdadeiramente Transmontana.
Existe nesta pequena localidade desde 1935 e é uma referência na região, tendo ganho vários prémios/distinções com os seus pratos.

É composto por duas salas, uma taberna típica, onde se podem petiscar e saborear diversas iguarias regionais e uma loja de produtos regionais.

A decoração gira à volta dos enchidos, do fumeiro e de artefactos antigos da região.



Para os apreciadores da gastronomia transmontana é o ideal, pois os enchidos, o fumeiro e os pratos da região são uma característica das ementas deste restaurante.

Já caminhavamos há umas horas quando chegamos à pequena sala, que estava tão quentinha contrastando com o vento frio que se fazia sentir lá fora à beira rio.
É difícil decidir sobre um determinado prato pois há sempre tantos que interessam, para além das ofertas do dia, que, por exemplo, hoje eram chanfana, cozido, galo no pote, vitela assada…
Decidimos escolher a trilogia de carne de porco bisaro, que é um misto de carne grelhada, tal como as costelas, ou ainda, os secretos.
Enquanto esperávamos pela carne, foram trazendo algumas entradas, uma tábua de fumeiro e queijo e vários tipos de rojões, nomeadamente os de redenho de porco, que eu tanto aprecio.
Tudo isto acompanhado de pão de Gimonde, uma maravilha.
Vi logo que o almoço ia ser como eu gosto.


A carne vinha acompanhada de batatas à murro, arroz cozinhado na água do cozido e couves.



Estava deliciosa. Muito tenra e com um aspeto e gosto fantástico.
Ao longo do almoço houve, sempre, o cuidado de se deslocarem à mesa, para perguntar se estava tudo bem e se a comida estava boa. Gosto deste tipo de cuidado(s).
Terminada a carne, a custo, qual não é o meu espanto, quando vejo o dono do restaurante, um homem muito educado e simpático, a trazer uma nova travessa de comida para a mesa e a dizer “desculpem o atrevimento, mas tomei a liberdade de trazer um pouco desta carne que está a sair do forno, para provarem”.
Era umas tiras fininhas de vitela e batatas assadas no forno, que estavam deliciosas.

Depois de tanta comida, já não houve espaço para sobremesa(s). Bem me custou, pois as propostas eram fantásticas, a começar pelo queijo com compotas caseiras, uma das minhas sobremesas preferidas.
A sala já estava cheia. Todos à procura desta preciosidade de comida verdadeiramente caseira. Na mesa ao nosso lado, por exemplo, deliciavam-se com uma cabidela à moda antiga. Não se cansaram de repetir, durante o almoço, o quanto estavam a apreciar aquele manjar.
Quando a conta chegou à mesa, a surpresa ainda foi maior, pois a relação qualidade-preço é espantosa.
Foi uma bela experiência, num ambiente muito simpático e com comida de chorar por mais, por isso recomendo vivamente.
Da minha parte, será, sem dúvida, para repetir.