Pensei, durante algum tempo, sobre qual seria a estação do ano ideal para visitar Talasnal, a aldeia, agora, conhecida por “Montanhas de Amor”. Mas são aquelas dúvidas, que nem sequer as podem ser, por se conhecerem as respostas, pois são sempre as mesmas “O Outono”.
Percebi, logo, a caminho de Talasnal que era a escolha certa, pois na pequena estrada que conduz à aldeia, por vezes, bastante estreita e sinuosa, cada curva mostrava a beleza das tonalidades do outono na serra.
Na descida para a aldeia encontra-se o Miradouro Talasnal Montanhas de Amor.Vale a pena parar o carro na estrada, para um primeiro contacto com a pequena localidade.
Não podia ser melhor, pois a panorâmica da aldeia é única e excelente. Apeteceu-me ficar ali muito tempo. Só a observar. A apreciar.
Percebe-se logo o porquê de Talasnal ser a localidade deste conjunto das Aldeias do Xisto, com maior carisma. Pois tem uma disposição, muito particular, na Serra da Lousã e tem uns belíssimos pormenores.As viaturas conseguem descer até a um pequeno largo, à entrada da aldeia, onde é possível inverter a marcha. É aconselhável estacionar o carro, junto à estrada, onde existir um lugar, pois geralmente está muito movimentado.Um pequeno miradouro, logo à entrada da aldeia, junto à Casa da Eira, permite ter umas vistas espetaculares sobre a serra à volta de Talasnal.
A Casa da Eira é um posto de informação turística e onde, também, se podem comprar produtos característicos da aldeia, tal como biscoitos, compotas, chás…
Como demoramos um pouco o nosso passeio até à aldeia, decidimos ir almoçar devido às horas já convidarem a comer.Escolhemos comer na Taberna, um pequeno espaço, muito acolhedor, em frente à casa da Eira.
Depois de tentar arranjar uma mesa no interior, com medo do frio, rápidamente desistimos, pois eram muito poucas e praticamente só disponíveis para reservas. O que não tínhamos feito. Por isso, aceitamos com agrado a proposta de almoçar nas longas mesas de madeira no exterior. Até porque nesse dia estava um rico sol.A ementa é muito típica, com especialidades daquelas regiões serranas.
Tudo parecia ser delicioso, por isso foi necessária alguma ajuda por parte dos proprietários. Uma das propostas foi um magnífico caldo feito no pote, que estava a ser cozinhado mesmo ao lado numa fogueira.
A nossa opção para prato principal, depois de ouvirmos as várias sugestões, foi uma tibornada de bacalhau. Não sei se por ser comida ao ar livre num sitio tão bonito, mas soube mesmo bem. Estava divinal.

Depois deste almoço tão simpático, tinha chegado a hora de descobrir o resto da aldeia, pelas suas ruas, tão características, estreitas e íngremes.Ao iniciar a visita seguindo pela rua principal, podemos, logo, contemplar a Fonte e o Tanque da Aldeia. O cair da água parece murmurar aos visitantes as histórias da aldeia.
A ruela principal vai acompanhando o declive da encosta.
Desta derivam becos, quelhos e muitas escadas para subir e descer.




A grande maioria dos edifícios tem vindo a ser requalificada e reconvertida em unidades de apoio à atividade comercial e turística.A madeira e o xisto são os materiais dominantes, numa bela combinação, onde, por exemplo, as varandas se tornam particularmente belas.
A ligação com a natureza também é uma constante da aldeia. Aqui tudo se combina e complementa em cenários de cortar a respiração.



Percam tempo a descobrir todos estes belos pormenores e a apreciar as vistas fantásticas que se têm da aldeia.





Quando gosto dum lugar, apetece-me regressar. Ainda não tinha partido e já sentia esse desejo.
Sei, que o irei fazer…