Portugal

Por terras de Viriato(s)!…

Aquando dum fim de semana passado pela serra da Lousã, decidimos pernoitar uma noite em Viseu, para dividir um pouco a viagem, mas, também, por simpatizarmos muito com esta cidade.

Como a data era próxima do natal, a expectativa de, também, poder apreciar as decorações que, geralmente, estão associadas a esta época festiva era grande.

O apartamento escolhido, no Airbnb, era perto do centro histórico, na rua em frente ao Museu Almeida Moreira. Como o estacionamento é sempre difícil nessa zona, a proprietária foi muito simpática e atenciosa, pois até chegou mais cedo que a hora prevista e guardou um lugar, mesmo ali perto, o que permitiu deixar o carro e percorrer tudo a pé, tal como gosto.

Para além da proprietária ser muito simpática, a casa escolhida não podia, no meu entender, ser melhor, bem localizada, decorada, equipada e limpa. Recomendo.

Depois de devidamente instalados, a hora era para jantar. A escolha era um pequeno restaurante no centro histórico de Viseu, mas, devido ao facto dos jantares de Natal, abundarem nessa época, não foi possível lá comer, por não ter feito reserva. A opção, também, foi simpática, pois, pertinho, acabamos por encontrar um pequeno estabelecimento, ao nosso agrado, a “Tasquinha da Sé”.

Um restaurante que aposta num conceito de “vamos petiscando enquanto conversamos”, daí escolhermos vários pratos e uma magnifica cerveja artesanal. Aconselho a alheira frita, que é uma delícia.

A seguir ao jantar, fomos ao encontro das múltiplas facetas de Viseu. A cidade que já conheceu várias realidades, várias culturas e vários povos e, por isso, tem muito para se ver, monumentos e locais de interesse histórico e cultural.

Começamos pela visita ao núcleo histórico de Viseu, em redor da Sé e da Igreja da Misericórdia, que domina a cidade do alto por estar localizado no alto duma colina.

A Estátua de Dom Duarte é geralmente uma das imagens característica da cidade de Viseu. Está localizada numa das zonas mais movimentada da cidade, que bem merece uma visita , uma praça simpática, cheia de bares e restaurantes.

A Sé com a sua fachada do século XVII e a bela Igreja da Misericórdia, localizada em frente da catedral, são dois monumentos a não perder. O Museu Nacional Grão Vasco, o mais rico e importante de Viseu, está localizado no antigo palácio dos bispos, ao lado da catedral.

A Porta do Soar é uma das portas que restam da muralha medieval. Mandada erigir por D. João I, só foi concluída no reinado de D. Afonso V.

O Jardim das Mães estava particularmente bonito. Os enfeites de natal escolhidos para o decorar, eram grandes bolas iluminadas, espalhadas pela relva e o edifício da Santa Casa da Misericórdia é sempre um belo pano de fundo.

Um pouco mais a baixo, a Praça da República, também chamada de “Rossio” é a alma, o centro e o movimento da cidade.

A beleza do jardim junto ao edifício da Câmara Municipal, foi realçada com as luzes de Natal, criando um cenário encantador.

Lá ao fundo os painéis de azulejos do Rossio, retratando a vida quotidiana da região, criavam um colorido que contrastava, bem, com este espírito natalício.

Tinham-nos aconselhado uma visita ao mercado de natal, instalado na praça 2 de maio, o que acabou por acontecer.

É uma praça bonita, distribuída por dois patamares, com uma escultura de Aquilino Ribeiro à entrada e constitui um ponto de encontro na cidade.

É uma praça bonita, distribuída por dois patamares, com uma escultura de Aquilino Ribeiro à entrada e constitui um ponto de encontro na cidade.

Deixamos Viseu, na manha do dia seguinte, não sem antes irmos provar as tentações da tão conhecida Pastelaria Capuchinha, que tem uns deliciosos viriatos.