No âmbito da comemoração do dia da mulher, um dia está sempre reservado a um jantar com as mulheres do Couto de Dornelas. E este ano não foi exceção.
O local escolhido foi uma agradável surpresa, pois foi num espaço muito simpático e bem conseguido no Antigo de Dornelas, freguesia de Dornelas no concelho de Boticas. Não é muito conhecido, nem se consegue encontrar em pesquisas na Internet pois a publicidade é partilhada de boca em boca, mas não é por isso que tem falta de gente.
Daí, caso pretendam almoçar ou jantar neste espaço devem fazer marcação.
Pode, por vezes, ser mais difícil conseguir marcar se forem poucas pessoas, a não ser que já haja grupos mais reduzidos marcados e, ainda, ser possível arranjar um pequeno espaço.
É aconselhado ser no mínimo 10 pessoas para reservar.
A casa não aceita exclusividade.
É uma casa, particular, da aldeia que está em processo de remodelação e onde são visíveis os pormenores arquitetónicos da região.


A entrada é por uns portões grandes que abrem para o pátio interior.

Fiquei fascinada pelas escadas de entrada, totalmente irregulares, aproveitando as rochas aí existentes.

Tal como é habitual ver nas casas de lavoura da região, à volta do pátio existe uma varanda, no primeiro andar, que permite aceder às várias divisões do edifício.

A entrada para a zona das refeições faz-se pela cozinha antiga, agora utilizada como sala de apoio à principal. Nesse dia foi lá colocada a mesa das sobremesas, mas também costuma funcionar como local para refeições.

Uns escanos à volta duma enorme lareira e um forno de lenha interior, dão um ar tipicamente barrosão a esta divisão.
Na lareira estão colocados vários potes onde são cozidas as carnes e enchidos.


A sala principal já está totalmente remodelada e apresenta boas condições para servir refeições.

Recorrendo às duas salas, a casa tem capacidade para 80 pessoas.
A ementa assenta nos pratos da região e, por isso, fortemente associada à sazonalidade. Durante o inverno até Março, por exemplo, o cozido barrosão é o prato de eleição.
A maioria dos produtos são de produção ou fabrico próprio.
A refeição iniciou com várias entradas típicas, tais como rojões de redenho, enchidos ou ainda pão frito em azeite.

Para acabar todas estas entradas, que são mesmo muitas, foi servido um caldo barrosão feito no pote. Uma autêntica delícia.

O prato principal era cabrito estufado servido com batatas cozidas e arroz de feijão. O conjunto estava muito bem confeccionado.


As sobremesas também eram muito variadas e incidiam sobre as preferências da região, tal como por exemplo as rabanadas.
A noite acabou, de forma muito simpática, a conversar à volta da lareira.
Gostei muito do local, da casa, das pessoas que lá trabalham e da comida, por isso, irei regressar mal surja a oportunidade.