Esta é uma história que começa nas margens de um rio e termina noutras, aquando de uma visita pela região Centro.

Comecei, então, por descobrir alguns dos segredos das margens do Tejo e acabei nas de outro rio “o Zêzere”, numa visita quase toda ela pautada pelo(s) imprevisto(s), pois embora tivesse programado parte, o resto foi só descobrir conforme as situações se proporcionavam.

Iniciei o percurso com a visita ao Castelo de Almourol, na freguesia de Praia do Ribatejo no concelho de Vila Nova da Barquinha, um monumento que há muito queria conhecer, pelo misto de mistério e de romantismo que ele esconde, exacerbado pelas inúmeras histórias populares ligadas ao castelo.

Princesas, mouras e paixões fazem parte das lendas que lhes estão associadas.
Erguido sobre um afloramento de granito, numa pequena ilha, o cenário reúne as condições para que o monumento possa continuar a contar todas as suas histórias.


Continuando pelas margens do Rio Tejo, cheguei à chamada Vila Poema “Constância”.
É uma vila muito bonita, vestida de branco pela encosta acima e com a pureza dos rios Tejo e Zêzere a seus pés



Aproveitei para passear pelas margens destes rios e perder-me nos meus pensamentos e imaginação.
A grandeza do Tejo.
O fascínio do Zêzere, com a sua alma beirã e tão portuguesa, pois nasce na Serra da Estrela, é alimentado durante o seu percurso pela água das montanhas que abrigam as Aldeias do Xisto e após um curso de, aproximadamente, 200 quilómetros, todo em solo português, dilui-se no Tejo, em Constância, onde daqui ruma para o Atlântico.



Ao dar uma pequena volta, percebe-se a razão da localidade ser apelidada de “Vila Poema”. Acredita-se que o poeta Luís de Camões viveu, ou, também existe a versão de que esteve preso, aqui nos últimos anos da sua vida, numa casa à beira rio, onde se terá inspirado para algumas das suas obras.


As ruas de Constância são estreitas, brancas e geralmente alegres.


Nelas respira-se história, arte e paz de espírito.



E assim aconteceu mais uma bela experiência!…