Adoro Picasso. O seu trabalho, no que à versatilidade diz respeito, é, no meu entender, algo que mais ninguém conseguiu.

Daí uma das minhas preferências ao viajar é conhecer a sua obra de forma mais próxima. Assim, tenho visitado várias exposições, um pouco por toda a parte, para ampliar essa descoberta.

Foi o que aconteceu quando um dia ao abrir o meu correio eletrónico me deparo com a oferta de dois bilhetes de entrada para a Exposição Guernica no Museu Picasso em Paris. Já conhecia este museu e já conhecia esta obra, mas agradou-me logo a ideia de poder contactar com as duas realidades em simultâneo.



O Museu Picasso é um museu parisiense, fundado em 1985, localizado no “Hôtel Salé”, um hotel particular de uma das zonas de que eu mais gosto em Paris, a zona de “Les Marais”.
O prédio onde ele funciona, o “Hôtel Salé”, foi construído entre 1656 et 1659 por Pierre Aubert, um coletor da gabelle, um imposto antigo sobre o sal. Daí vem o nome do prédio: “salé” que significa salgado em francês.


Nem tudo tem sido fácil, para transformar o prédio original num local adequado para abrigar e exibir as obras de arte, para poder receber grandes grupos de visitantes e também para resolver os inúmeros outros problemas que desde o início se levantaram.
O museu atual é bem grande em área e tem um acervo, constituído, atualmente, por mais de 5.000 obras cobrindo todas as fases de Picasso, para além de milhares de peças de arquivo: esboços, documentos e registros fotográficos do pintor e da sua atividade artística. Grande parte foi doado ao estado francês pelos herdeiros de Picasso nos anos 70.


No rés-do-chão insiste-se sobre o processo criativo e a vida do pintor. Dado ter sido convidada para assistir à exposição Guernica, também era aqui que estavam a maioria das fotos, jornais, estudos, entre outros, ligados à temática, que mostravam a evolução da pintura do quadro Guernica e a desconstrução que Picasso fez da figura do touro.







Deste piso até ao segundo andar, já entramos num percurso mais cronológico do pintor, onde se pode ver a evolução das fases e do estilo da sua pintura, umas refletindo o estilo da época, outras se nota a influência de outros artistas.



No último andar. podem-se apreciar obras de outros grandes mestres da pintura que faziam parte de coleção particular de Picasso. Assim e, na mesma sala temos um pouco da pintura de Cézanne, Gauguin, Matisse, Renoir, Braque, Modigliani, Miró, entre outros, ou ainda, os desenhos de Degas, Chirico e Giacometti.



Para poder comparar ainda são aqui visíveis algumas obras do próprio Picasso.
Todo o edifício é também uma obra de arte, com os seus belos pormenores, tal como por exemplo a escadaria que dá acesso aos pisos superiores. É bom poder apreciar e processar toda esta linguagem artística.



Antes de descansar um pouco nos jardins do museu, ainda aproveitei para ir ao café do edifício. É um espaço com dimensões reduzidas mas com um terraço muito agradável, localizado sobre o pátio de entrada do museu, que permite, por exemplo, uma boa conversa. Nesse dia estava sol, por isso estavam reunidas as condições ideais.

Uma pequena pausa no jardim é a conclusão duma visita, da melhor forma possível, pois este transmite muita calma e serenidade.

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