Em Madrid, o Museu de que mais gosto e, por isso, mais visitei é o Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofía, pelo facto de reunir muitas das obras de dois dos pintores que mais aprecio, Salvador Dalí e Picasso.

O Museu Reina Sofía localiza-se em Atocha e é um dos vértices do Paseo del Arte.


Ocupa um edifício neoclássico, que foi, durante muito tempo, utilizado como centro hospitalar (Hospital San Carlos), que sofreu várias modificações e ampliações, até que, em 1965, foi encerrado.

Foi declarado Monumento Histórico e Artístico em 1977 e em 1986 abre ao público o Centro de Arte Reina Sofía com dois pisos de salas de exposições temporárias. Só em 1992 foi inaugurada a Coleção Permanente, e o centro passou a ter o estatuto, atual, de museu.
O toque mais moderno na sua arquitetura é dado pelas torres em vidro dos elevadores, obra do arquiteto britânico Ian Ritchie.

O museu conta, ainda, com dois pólos localizados no parque do Retiro, o palácio de Velázquez e o palácio de cristal.

O museu tem uns horários pagos e outros de graça. Diariamente a partir das 19h00, já não se paga, mas é melhor estar preparado para longas filas. Nos horários pagos, geralmente, tem poucos visitantes o que permite visitar com mais calma.
O museu conta o apaixonante percurso pela história da arte contemporânea espanhola, através de três itinerários distintos: “A irrupção do século XX: utopias e conflito (1900-1945)”, “A guerra terminou? Arte para um mundo dividido (1945-1968)” e “Da revolta à pós-modernidade (1962-1982)”.
Nestes não estão só obras de pintores espanhóis, mas sim de outros artistas, de vários países, que de alguma forma influenciaram o trabalho dos primeiros.




Tal como já referi no início, sou grande apreciadora de Salvador Dalí e de Picasso, por isso, destaco os dois espaços destes pintores.
A estrela do museu é, sem qualquer dúvida, o quadro Guernica, um dos quadros mais importantes de Pablo Picasso, que retrata a dor das vítimas do bombardeamento de Guernica, no dia 27 de abril de 1937.

É um quadro que ocupa toda a parede duma sala inteiramente dedicada a este.
Confesso que a primeira vez que o vi, fiquei tão impressionada com a grandiosidade da obra que me emocionei mesmo. Parece que estava mesmo a entrar e caminhar na obra de Picasso. E que obra?!…
Uma obra que conta uma história, mas que, também é uma história. Uns anos antes de morrer, Picasso pediu para que o quadro só fosse devolvido a Espanha quando as liberdades públicas fossem restauradas no país e assim aconteceu, a obra chegou a Espanha em 1981, depois da morte do ditador Francisco Franco e da restauração da democracia.
Ficou, durante alguns anos, depositado no Museu do Prado, tendo sido transferido para o Reina Sofia apenas em 1992.
A visita valeria a pena só para apreciar este quadro, mas tem muito mais.
Mas o Museu tem muitas mais obras de Picasso e de todo o tipo, pinturas, esculturas, entre outros.

O mesmo para Salvador Dalí, onde é possível apreciar vários quadros correspondentes às diversas fases do pintor, mas também algumas esculturas, esboços, entre outros.

O Museu tem um jardim interior que apela à tranquilidade.

Espanha marcou a pintura, por isso para apreciadores, como eu, deste tipo de arte, recomendo uma visita ao Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofía.
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