A Região do Douro dispensa qualquer apresentação, pois tem esta característica de falar por si…

O desconfinamento progressivo, que, ainda, nos obriga a um certo isolamento em termos sociais ditou as escolhas desta rota pelo Douro.
Estava um dia lindíssimo de sol, o que proporcionou uma bela visita, que começou na cidade da Régua.

Não houve visita no centro da cidade, mas sim das margens do rio.



Um piquenique em plena natureza fez todo sentido.

O grande motivo desta visita era percorrer aquela que é considerada a mais bonita do mundo, a estrada nacional 222.

E, de facto, se não é a mais bonita é uma das mais bonitas.

Os 27 quilómetros do troço Régua-Pinhão são percorridos num abrir e fechar de olhos tal é a beleza.

Existem algumas paragens quase que obrigatórias, em localidades ou sítios para os visitar, ou só pelo simples facto de poder apreciar a grandiosidade do rio Douro.
A primeira paragem ocorreu na eclusa da barragem da Régua, onde vale a pena parar só para imaginar a passagem dos barcos de um lado para o outro.


A viagem pela estrada N-222, fica muito mais interessante, ainda, a partir desse ponto, pois o rio Douro fica mais visível do interior da viatura.

O Cais da Folgosa também merece uma paragem.



Folgosa é a freguesia mais a norte do concelho de Armamar.
Este Cais serve para acostagem de embarcações de pequeno, médio e grande porte.




É muito lindo.
O Restaurante DOC, do chefe Rui Paula, é outro elemento de destaque, pela sua arquitetura. Uns pilares de betão mergulhados na água e um acesso ao cais por uma estrutura de madeira, criam um belo contraste com o rio Douro.

Na outra margem o comboio também se deslocava junto ao rio.

O troço percorrido entre a Régua e o Pinhão passa por 4 concelhos, Régua, Alijó, Armamar e São João da Pesqueira.
Sempre que for possível, bom é parar nos pequenos retiros, nos varandins para ir contemplando a paisagem. Vale a pena parar e apreciar as magníficas paisagens.


A chegada à vila do Pinhão é deslumbrante vista destas varandas sobre o Douro.


O acesso à vila é pela ponte de ferro, uma construção centenária concluída em 1906.

A primeira visita na localidade, até pela proximidade à ponte, foi à estação de comboios. Um clássico.



É toda decorada com painéis de azulejos que retratam os costumes das gentes do Douro. Lindo.



Passando a ponte de pedra, que liga os concelhos de Alijó e Sabrosa, o cenário é igualmente belo pelas margens do rio fora. Permite apreciar um ângulo, muito bonito, da vila.






É do cais do Pinhão que partem os cruzeiros sobre o rio Douro. Devido ao Covid-19 estão, ainda, suspensas.
De regresso, ainda houve tempo para visitar o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios em Lamego.



Um local muito bonito que permite um ângulo interessante sobre a cidade.










Tem um jardim muito tranquilo, onde é possível caminhar.






Existe uma árvore com 700 anos no Santuário.

O Douro é assim. Um encanto. Que dispensa qualquer apresentação.
Uma opinião sobre “Rota pelo Douro…”