Partimos muito cedo pela manhã à descoberta de um Gerês tão barrosão.
O nosso preferido.

Durante muito tempo o Gerês era sinónimo de termas, mas, hoje, está mais ligado à natureza.
E nesse campo tem tanto para descobrir.

A primeira paragem ocorreu, ainda, às portas do Gerês na Ponte da Misarela, conhecida como a ponte do Diabo.

Esta ponte encanta sempre é, por isso, uma ótima maneira de começar um dia.





Cabril foi o próximo destino. Mais propriamente o lugar da Barca e não tanto a aldeia.

Logo a seguir à chamada ponte nova, um pequeno cruzamento indica o lugar, agora já com uma pequena estrada alcatroada.
Estacionamos o carro num cruzamento e decidimos percorrer um caminho em terra batida a pé até à água.
As vistas eram lindas. Um azul, quase turquesa, da água espreitava entre as árvores, deixando já a adivinhar que o que iríamos encontrar era lindo.




E de facto era. Após uma pequena caminhada, o contacto com a água não podia ser melhor.

Parecia uma ilha deserta.


Uma água calma e limpa. Umas paisagens envolventes lindíssimas. Um pequeno areal que tornava mais fácil o acesso à água. Uma tranquilidade sem igual.



Tive logo vontade de me meter na água. E meti. Não tanto como gostaria, mas soube bem.


Aproveitei para fotografar alguns dos mais belos pormenores desta “praia”.

E ficamos ali, sem nada dizer. Apenas contemplando.

A casa do Sebastião da Barca, um pouco mais acima, dá as boas vindas, embora não esteja atualmente em funcionamento.

O caseiro, conhecido da minha colega, acabou por fazer connosco uma pequena visita.
Através dos campos que rodeiam a casa e onde apanhamos uns raminhos de oregãos.

E junto à piscina da casa.
As vistas da casa são fantásticas. Pena que se encontre encerrada.

O almoço foi na “Bina”, um restaurante localizado na ponte nova de Cabril. A Bina é a sua gentil proprietária.




O restaurante tem uma enorme varanda virada para a água, onde decidimos comer, rodeadas por todo aquele azul.


A proprietária lançava o pão que sobrava diretamente para o rio, onde enormes barbos disputavam cada migalha.

Estavam 37 graus, mas apetecia tanto ir à cascata de Pincães, que lá ganhamos coragem para fazer a caminhada, nem sempre fácil, até ao belo lugar, pois não é acessível de automóvel.
Ainda bem que os carros não chegam lá. Tenho para mim que os lugares mais bonitos são aqueles menos acessíveis.




E de facto, fiquei completamente fascinada pela cascata de Pincães.

Uma enorme queda de água por entre as rochas que termina numa piscina natural que convida a mergulhar nas suas águas cristalinas. Lá haverá coisa mais bela!



A última aldeia a visitar era Fafião, que, para a qual, no meu entender, é sempre bom regressar a esta localidade tão bonita.


Após uma ida ao Fojo dos lobos, a nossa ideia era acabar a tarde nas Lagoas de Fafião, que os locais, tanto, gostam de chamar poços.


Foi o que fizemos.
Perante o número de pessoas demasiado elevado nas poças principais, refugiamo-nos numas secundárias que existem ao lado.


E foi ali, que acabamos a tarde, a conversar, sentadas em pedras, com os pés na água, rodeadas por um cenário maravilhoso. Foi mesmo bom.



São estes lugares que praticamente tudo dão e nada tiram, que vale a pena descobrir.
Não há uma vida feliz, há dias felizes…
Obrigada Ana Luísa, obrigada Zélia por este dia. Até breve. Bjiiiiinho
Alcina
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