Aquando da visita à Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos decidi fazer um dos, inúmeros, trilhos disponíveis.
Optei por um de pequena rota, pois o calor apertava, o chamado “Percurso da Lagoa”.
O percurso é interessante pois permite desfrutar da paisagem, lindíssima, da lagoa de São Pedro d’Arcos, bem como de interpretar e contactar com os seus valores naturais.

Iniciei o percurso no Centro de Interpretação Ambiental, onde é facultada informação sobre as várias rotas.
O inicio do trilho passa por um descampado, onde o calor se fez sentir, ainda, mais, num caminho em terra batida, em direção à lagoa.
O percurso deve ser feito em silêncio para respeitar os animais que aí vivem e não perturbar as suas rotinas.
Ao chegar ao passadiço em madeira, é possível percorrer a zona norte e este deste biótopo que permitiu a classificação da Área Protegida como Zona Húmida de Importância Internacional.
Existem dois postos de observação enquanto se percorrem os passadiços, que permitem a observação, mais facilitada, de animais tais como o pato-real ou, ainda, a galinha-d’água, entre muitos outros.
Ao chegar ao primeiro posto de observação surge uma linha de água que abastece a lagoa com recurso à água proveniente do regadio de Estorãos, mas que, infelizmente estava muito seca para poder apreciar toda a sua beleza.
O segundo posto de observação confere uma visão mais ampla da lagoa.
Toda esta primeira parte é dominada por uma extensa vegetação arbórea, que, quase parece proteger a lagoa.
Durante o caminho existe a possibilidade de optar por outros percursos pedestres, devidamente assinalados.
A vegetação dá lugar à floresta na zona sul da lagoa.
O percurso continua junto a uma linha de água artificial construída para efeitos de drenagem da lago, mais tarde, atravessada passando por cima de uma ponte em madeira.
Aqui, também, a falta de água é notória, talvez devido ao verão muito quente deste ano.
O aparecimento do Centro de Interpretação Ambiental à nossa frente é o sinal de que o percurso está a acabar.
No final o balanço foi muito positivo, apesar da falta de água, pela riqueza que se pode apreciar em termos de fauna e flora.
