Concelho de Alfândega da Fé, Concelho de Bragança, Concelho de Macedo de Cavaleiros, Concelho de Torre de Moncorvo, Concelho do Mogadouro, Foz do Sabor, Portugal

Lagos do Sabor, um paraíso!…

Desde a primeira vez que li um artigo sobre os Lagos do Sabor, soube que seria uma questão de tempo até visitar esse lugar, ou melhor, esses lugares, que me conseguiram fascinar desde o primeiro instante.

Ainda pouco conhecidos, o s Lagos do Sabor foram criados com a construção da Barragem, que transformou o cenário dum rio, chamado de último rio selvagem português, nestas paisagens deslumbrantes.

São 70 quilómetros de água, desde a barragem do Baixo Sabor até à Foz do Azibo, onde se podem apreciar vários lagos, ligados entre si e que formam paisagens maravilhosas.

Os municípios abrangidos pela albufeira: Alfândega da Fé, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Macedo de Cavaleiros, por forma a promover novas dinâmicas turísticas, criaram diversos circuitos automóveis que permitem percorrer e descobrir estas paisagens.

Existem, portanto, várias possibilidades de circuitos pelos Lagos, mas eu, baseada em tudo o que eu li, optei por fazer o circuito panorâmico automóvel “Foz do Sabor”, considerado, por muitos, como o mais belo.

É o circuito mais pequeno, cerca de 40 km, que passa no concelho de Torre de Moncorvo, onde, por isso, decidi ficar durante a minha estadia.

E aconselho mesmo que esta vila, rica em história e património, seja o ponto de partida da rota, pois tem muito para ver.

Ainda não tinha chegado à simpática localidade de Foz do Sabor e os cenários já eram inspiradores e apelavam a ficar, ali mesmo, na tranquilidade de um ambiente, ligado ao passado, quando a atividade principal dos habitantes era a pesca.

Os últimos metros do Rio Sabor, antes de desaguar no Rio Douro, são, portanto, percorridos por esta calma.

A praia fluvial é fantástica.

Toda relvada e com vários serviços/equipamentos, é uma boa escolha para passar o dia, por exemplo, em família.

Com muitas árvores, proporciona, ainda, zonas de sombra.

Um pequeno cais acolhe vários barcos neste magnífico lugar.

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A subida até ao Miradouro de São Gregório é algo fascinante.

Tão fascinante que parei várias vezes o carro para poder apreciar as paisagens deslumbrantes.

Esta faz-se por uma estrada sinuosa, onde praticamente só existem penedos e uma ou outra vegetação mais teimosa.

No miradouro de São Gregório é possível estacionar o carro e daí apreciar paisagens únicas do Vale da Vilariça.

Mas se eu achava, que estava a valer a pena esta visita, o que veio a seguir, ainda reforçou mais.

O Miradouro da Póvoa, chamado assim por estar próximo da localidade da Póvoa, e as vistas que este proporciona sobre o Lagos de Cilhades é um momento simplesmente único.

Um pequeno retiro permite, que também neste caso seja possível, estacionar o carro.

Um pequeno desvio à rota, permitiu perceber um pouco mais sobre Cilhades ou Silhades, (pode ser escrito das duas formas) e como o desaparecimento de um lugar, reforça o outro.

Pois com a construção da Barragem, a aldeia de Silhades desapareceu pois ficou completamente submersa.

A sua pequena capela, dedicada a São Lourenço, foi pedra a pedra deslocada para um ponto mais alto, para poder ser preservada.

Neste, mesmo lugar, foi construído um miradouro, o de São Lourenço, que, também, permite vistas fantásticas sobre a água.

Um baloiço suspenso numa estrutura de madeira, acrescentou um toque original ao lugar.

Este permite tirar fotografias muito originais.

De regresso a Torre de Moncorvo, em vez de escolher a estrada mais comum, optei pela via panorâmica, que permite uma vistas impressionantes.

Sem sombra de dúvidas, um dia repleto de beleza na descoberta de lugares fantásticos.

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