Como sou uma pessoa que gosto e procuro genuinidade, aprecio experiências/vivências mais autênticas. Diferentes.

Costumo ler bastante sobre as coisas, para poder escolher quais as que pretendo descobrir.
Foi o que aconteceu, também, nesta situação, pois ao começar a ler sobre a Churchill’s, não tive qualquer dúvida, de que este lugar refletia muita dessa genuinidade que eu procuro.


A visita a estas caves veio confirmar que não me tinha enganado.
A Churchill’s localiza-se na rua da Fonte Nova em Vila Nova de Gaia, um local que nos obriga a caminharmos, um pouco, fora da área mais turística da cidade, o que, para mim, não é, certamente, um problema, antes pelo contrário.





Esta localização permite, ainda, vistas fantásticas sobre as duas margens do rio Douro, a zona da Ribeira do lado do Porto e o magnífico cais de Gaia.

Cheguei com um ligeiro atraso em relação à hora marcada, pois sou terrível quando me deixo envolver pelas coisas de que estou a gostar, o que levou a que já tivesse saído o grupo com o qual eu faria a visita.
Mas isso não foi um problema para eles, que trataram, logo, de arranjar outra solução.
Esgotadas as hipóteses mais comuns, a opção foi mesmo ter direito a um guia só para mim.
Um jovem, muito simpático, acompanhou-me, portanto, nesta visita guiada aos vários espaços da adega.



As explicações dadas permitiram inteirar-me de como tudo se iniciou e como funcionam nos dias de hoje.
Tudo começa, quando, em 1981, ou seja no último meio século, John Graham e os seus irmãos, habituados já à produção de vinho do Porto, criam a Churchill’s, com o objetivo de trazer, para o mercado, um produto com uma marca, estilo e individualidade diferente.
Em 1999, compram a “Quinta da Gricha”, uma propriedade de vários hectares, localizada na margem esquerda do Rio Douro, na região demarcada do Cima Corgo, o que lhes permite começar, também, a produzir vinho do Douro.
Em pouco mais de 30 anos, esta tornou-se, mesmo, numa marca de referência no mundo do vinho do Porto e Douro, devido à qualidade dos seus produtos e especializada na categoria de vinhos premium.
A localização da Quinta, a qualidade das uvas, os tradicionais lagares de granito que datam de 1852, entre outros, são pormenores que fazem a diferença na qualidade dos vinhos.
A primeira garrafa foi guardada religiosamente e está exposta no primeiro espaço de visita da adega.

De espaço em espaço fui conhecendo um pouco, mais, sobre a história da Churchill’s, os seus vinhos e a belíssima região demarcada do Douro.




Ao longo da visita o guia teve, sempre, o cuidado de que eu não tivesse dúvidas, revelando preocupação e um excelente profissionalismo, o que me permitiu aprofundar os meus conhecimentos.
Antes de passar para a prova de vinhos, ainda, tive direito a uma visita ao jardim. Um local magnífico com vista sobre o rio Douro e a cidade do Porto.

Nos dias, mais quentes, uma esplanada, muito bem localizada, permite, então, às pessoas beber um copo de vinho, ou até petiscar, de forma descontraída e com umas vistas fantásticas.
A sala de provas, que também proporciona vistas fantásticas sobre o Rio Douro, não é um espaço vulgar onde, apenas, se podem experimentar os vinhos, mas sim, um espaço com alma, que respira elegância, estilo e conforto, que faz jus à identidade, muito própria, dos produtos aqui servidos.



Nas provas têm a oportunidade de provar os famosos Vintages da Churchill’s.
Estes são vinhos artesanais com pouca ou nenhuma intervenção, resultantes de vindima manual, com fermentação natural mais demorada e pisado a pé em lagares de pedra.




Um pequeno balcão, informal, no fundo da sala, permite adquirir todos estes produtos.
Já experimentei várias experiências deste tipo, mas com esta autenticidade, nunca.

Recomendo!..