Entrar na cidade de Bruges, a capital da parte ocidental de Flandres, é como entrar, assim, numa espécie de conto de fadas.

É uma linda cidade, medieval, que chegou a ser, entre os séculos XII e XV, uma das principais economias da Europa.
Os comerciantes, vindos dos quatro cantos do mundo, abundavam pela cidade.
Quando os navios deixaram de ter acesso à cidade, esta estagnou, só voltando a reagir centenas de anos depois com o aumento de turistas.
Os Belgas acham que Bruges é demasiado turística, e de facto é muito turística, mas talvez tenha sido esse um dos principais motivos para a excelente recuperação e conservação dos edifícios.

O seu centro histórico permitiu à cidade o reconhecimento como património da humanidade.
As casas na água e os canais que cercam ou atravessam a cidade, onde é possível fazer percursos de barco, são, no meu entender, o que de mais bonito tem Bruges.





As margens dos canais também têm os seus encantos, como por exemplo a existência nelas de moinhos de vento, construídos para transformar trigo.


As ruas caracterizam-se pela arquitetura dos seus edifícios histórico.


Mas também pela beleza das suas ruas e ruelas, estreitas e calcetadas com pedras, iluminadas com candelabros, onde passam, com alguma frequência, carruagens puxadas por cavalos.


Parece um conto de fadas.
Parece que caminhamos por ruas do século passado.
Visto a minha visita ter ocorrido no mês de Novembro, a praça principal de Bruges, o chamado “Grote Markt” acolhia o mercado de Natal da cidade.

Embora em Bruges abundem praças, esta é o coração. Parece que parou no tempo, quando aí se decidia a história da cidade e, tanta vez, até do povo belga, pois preserva grande parte do seu traçado original.
Casinhas coloridas, que mais parecem terem saído das historias de crianças e prédios de diferentes estilos, mostram como esta praça se construiu ao longo dos séculos.



Hoje, a maioria destes edifícios acolhem restaurantes e cafés.
Existem, ainda, inúmeros bares na cidade.
Outrora, um dos edifícios utilizados como posto de observação para identificar incêndios e outros perigos para a cidade, o campanário, uma torre sineira medieval, é hoje um dos maiores ou mesmo o símbolo de Bruges. É imponente e embeleza esta praça.



Deixei-me deliciar, completamente, com esta praça.
A outra praça onde se pode apreciar um conjunto arquitetónico fantástico é a de Burg.
A câmara municipal, o Stadhuis, mostra bem, o quanto a cidade era importante em termos de comércio internacional.
Mas foi a Basílica do Sangue Sagrado que muito me despertou.
Estatuas douradas à entrada parecem guardar a preciosa relíquia que nela se encontra, o sangue de Cristo.



A Rua Breidelstraat, que liga estas duas praças, é um encanto. Tem muitas lojinhas onde podem encontrar o que de mais típico tem a cidade, tal como os seus chocolates ou rendas.
Adorei apreciar as várias lojas de chocolate que abundam pela cidade fora.
