Uma das recordações, da minha infância, que mais recordo, é quando, em pequena, eu brincava, com os meus colegas de escola, na Torre Eiffel.

Passávamos o dia em Paris, em visita de estudo. O almoço eram um agradável piquenique no Champ de Mars e o início da tarde começava, sempre, com alegres brincadeiras.
Aquele espaço entre os pilares da Torre Eiffel era, assim, todo das nossas corridas ou escondidas, pois era onde as nossas professoras sentiam segurança para nos deixarem desgastar as energias, tão típicas, de criança.
Comecei, por isso, a criar uma ligação afetiva com este monumento, pois associava-o a coisas boas, como o brincar.
O tempo foi passando, os momentos deixaram de ser de simples brincadeiras, mas esta ligação continuou, com instantes e partilhas, pela vida fora, ligados à torre.

Vou, com alguma frequência, a Paris e regresso, sempre, a este monumento.
Já não é para visitar ou deixar de visitar, mas sim, para matar saudades e recordar alguns dos instantes, lá passados, de uma infância e muitos episódios felizes.

E confesso, mesmo, que descubro sempre mais alguma coisa e, por isso, a torre nunca parou de me surpreender.

Não sou a única a gostar deste monumento, pois é o mais visitado em Paris.
A Torre Eiffel foi construída no século XIX para a exposição universal de 1889, mas rapidamente se tornou o símbolo de Paris.
O seu nome foi escolhido em homenagem ao seu projetista Gustave Eiffel.

É visível por quase toda a cidade, devido à sua altura. Adoro passear por Paris e ir fotografando os vários ângulos da Torre Eiffel.




Para evitar as imensas filas e visitar mais calmamente a Torre, costumo aproveitar o período da manhã.
Em vez de sair na paragem de Bir-Hakeim, que é a indicada para aceder à torre, por ser a mais turística, eu aconselho sair na seguinte, a do Trocadéro.
Desta forma, da chamada Praça das Liberdades e Direitos Humanos, que é a grande esplanada rodeada de estátuas douradas que une vários edifícios que abrigam instituições culturais tais como o Teatro Nacional de Chaillot, temos a mais bela vista da Torre Eiffel.





Gosto, de apreciar a Torre desta esplanada e, gosto, particularmente, à noite, quando a iluminação da torre é um verdadeiro espectáculo.

Se a Torre é bela durante o dia, imaginem à noite, quando está toda iluminada.


Dos banhos na água quando era mais pequena, às noites de verão ao som dos inúmeros mini concertos que ocorriam por ali, os jardins do Trocadéro também me trazem muitas memórias.



No centro, a fonte Varsóvia ladeada por inúmeros chafarizes e quedas de água, são o cenário de grande parte das fotografias mais populares de Paris.

Lá no fundo, o carrossel antigo também já faz parte, há muito, das nossas memórias, por isso é sempre tão bonito de se ver, ou melhor, rever.


Se desejam aceder aos vários pisos da torre, recomendo que tirem o bilhete online, para evitar as filas.
Vale a pena subir, até cima, para, dessa forma, ter uma das vistas mais bonitas sobre a cidade de Paris. Percebe-se, então, toda a imensidão e a beleza da cidade.
Gosto de comer por ali e de explorar as ruas e pontes em redor da Torre Eiffel.

Quando o tempo me permite, acabo por almoçar, na rua, pelo “Champ de Mars” como antigamente.
As batatas fritas das roulottes da Torre Eiffel têm um sabor especial para mim.
Caso não abdiquem de um almoço mais consistente, ou esteja mais frio, recomendo os restaurantes da avenida Suffren, como, por exemplo, o “Castel Café” , que apresenta boa comida e com preços razoáveis para a zona.
3 opiniões sobre “A Torre Eiffel da minha infância!…”