Île de France, Europa, França

Le Marais, tout simplement!…

O bairro de Marais, nem sempre foi este bairro agitado e boémio, com uma intensa vida diurna e noturna, cheio de galerias de arte, hotéis, restaurantes, lojas de grife, bares e cafés, como é conhecido hoje em dia.


Pelo contrário, outrora era um bairro, calmo, habitado pela nobreza e que mais tarde passou. também, a ser uma das escolhas da comunidade judaica.

As transformações ocorridas no bairro, no sentido de o tornar um pouco mais turístico, trouxeram as gerações mais novas a este e outras realidades.

Preparem-se, portanto, para aqui encontrar  belos edifícios históricos, o que valeu a classificação de Património Histórico pela UNESCO, mas também todo o tipo de iniciativas mais contemporâneas.

Neste post eu vou tentar escrever, um pouco, sobre o que se pode ver e fazer neste bairro tão simpático.

Até posso indicar alguns locais de interesse, aqueles que eu costumo frequentar, mas o melhor é mesmo descobrir este bairro, percorrendo as suas ruas e sentindo a sua alma.

A maioria das ruas são estreitas, perfeitas, por isso, para andar a pé.

Destaco algumas, tais como, a “Rue des Rosiers” onde, ainda, é visível a presença judia, a “Rue de Bretagne” ou ainda a “Rue des Francs-Bourgeois”.

Costumo sair na estação de metro de Saint-Paul e iniciar a visita ao bairro a partir daí.

Para quem é religioso ou, tal como eu, grande apreciadora de monumentos tais como igrejas ou catedrais, é ótimo iniciar a visita pela Igreja de Saint Paul.

É muito bonita, tanto por fora como por dentro.

Aproveito, logo, acho que mesmo sem grande fome, para comer um crepe na “Droguerie du Marais” na Rue des Rosiers.

É um espaço muito pequeno que praticamente se limita a uma porta e uma janela, mas com uma diversidade enorme de opções em termos de crepes, mas, quase sempre, com filas de pessoas à espera.


Os jardins dos arquivos nacionais são muito agradáveis.


O chamado Haut Marais é a zona menos turística do bairro.

Gosto muito dessa área. Regresso com alguma frequência pois já aí criei algumas rotinas.

Adoro Picasso, por exemplo, e, por isso, gosto de ir ao museu, que reúne o seu trabalho, localizado nessa zona.


Aproveito para almoçar sempre no mesmo café, o “Le Sévigné”.

É um pequeno café, em tons de vermelho e castanho escuro, perto do Museu Picasso, com uns proprietários muito simpáticos e boa comida.


A música é muito agradável, com alguma preferência pelo jazz.

É um local que eu gosto particularmente e onde almoço, sempre que o tempo o permite, na pequena esplanada localizada no passeio. 


As vistas são agradáveis.

É composta por antigas mansões, chamadas de hotéis particulares, que foram habitadas por membros da nobreza e artistas famosos dos séculos passados.


A Place des Vosges é, mesmo, um dos meus lugares preferidos em Paris.

Ainda é pouco conhecida da maioria dos turistas, sendo mais frequentada pelos locais e permite descontrair nos seus jardins.


O Centro Pompidou é um edifício com um projeto arquitetónico arrojado.

Tem umas escadas rolantes externas dentro de enormes tubos transparentes.


A visita às várias exposições, de grande qualidade, que acolhe é sempre bom, mas também pode-se subir ao cimo deste edifício para obter umas vistas incríveis de Paris.

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