As minhas saídas e visitas em Paris dependem, como é óbvio, das pessoas que me acompanham.
Assim, se for com pessoas que pretendam conhecer Paris, os circuitos e locais são mais turísticos.

Tenho várias preferências para este tipo de visitas, como, por exemplo, um passeio pela Avenida dos Campos Elísios.

Os franceses dizem que é a avenida mais bonita do mundo e até Joe Dassin, um dos cantores que mais discos vendeu em França, lhe dedicou uma música, que no fundo, descreve, um pouco, o que é ou representa esta, tão bela, “Avenida”.
“Aux Champs-Elysées, aux Champs-Elysées
Au soleil, sous la pluie, à midi ou à minuit
Il y a tout ce que vous voulez aux Champs-Élysées”

Com quase dois quilómetros de cumprimento, une duas maravilhosas praças, a da Concórdia e a Charles de Gaulle, também conhecida por Praça de l’Étoile.
Estes, caracterizam-se pelo elevado número de lojas, a maioria de luxo, cafés e restaurantes, mas, também, por permitir aceder a alguns dos edifícios/monumentos mais significativos da capital francesa, como, por exemplo, o Arco do Triunfo, o Obelisco de Luxor, o Museu do Louvre, o Grand Palais, entre muitos outros.
A ligação dos franceses a esta avenida é muito forte, pois é o local dos grandes desfiles patrióticos, como o da comemoração do armistício, mas também é onde as pessoas gostam de se reunir para comemorar outras conquistas, como, por exemplo, as do futebol.
Existe um grande esforço, nos últimos tempos, para evitar que a globalização crie alguma banalização e altere o conceito inicial desta avenida.
Gosto de iniciar, a pé, o percurso pelos Campos Elísios desde a Praça da Concórdia, deixando para trás o magnífico Louvre e os tão famosos Jardins das Tulherias e após uma pequena pausa num café tipicamente parisiense de onde sabe bem apreciar os lindos pormenores que nos rodeiam.

Esta praça nem sempre é recordada pelos melhores motivos, visto ter sido palco da guilhotina, o que vitimou mais de um milhar de pessoas.
Mais tarde, de forma a trazer-lhe alguma “paz” e, não estar associada a qualquer símbolo político, foi decorada com um Obelisco, oferecido pelo Egito e proveniente do templo de Ramessés II em Luxor.



As duas fontes, a dos rios e a dos mares, localizadas de cada lado do obelisco, acrescentam-lhe um toque distinto, o que associado ao facto de estarmos numa zona muito bonita das margens do Sena, faz com que este seja um dos lugares mais expressivo de Paris.
A subida dos Campos Elísios vai trazer muitas agradáveis surpresas, a começar pelo Grand Palais.


Construído para albergar a exposição universal de 1900, faz parte de um complexo arquitetónico, muito bonito, composto pelo Grand Palais, Petit Palais e a Ponte Alexandre III.

O Grand Palais é hoje, um local, que acolhe diversas exposições temporárias, geralmente de grande qualidade.



Os vários edifícios e respetivos jardins, que compõem este complexo, são lindos.

A partir daí, começa a sobressair o lado comercial que muito define esta avenida.


As marcas de luxo francesas têm quase todas representação nesta avenida, com espaços comerciais extraordinários.


Mas também se podem encontrar muitas das marcas internacionais mais vulgares.
Aconselho, mesmo que não seja para comprar, uma visita à loja de roupa da Abercrombie & Fitch, que se localiza numa bela mansão da avenida. É um espaço muito bem conseguido, que sai muito daquilo que é costume ver.



A sua vertente mais comercial, torna esta avenida, numa das mais belas avenidas do mundo, se não a mais bela, na altura do natal, com a decoração dos seus inúmeros castanheiros-da-Índia.
Tudo vai terminar no Arco do Triunfo na Praça Charles de Gaulle, visível desde o início da subida da avenida, constituindo, portanto, um belo pano de fundo.


O Arco do Triunfo, um monumento construído para homenagear as conquistas de Napoleão Bonaparte, representa o patriotismo e orgulho francês.
Na sua base localiza-se o túmulo do soldado desconhecido, local escolhido para a trasladação do seu corpo, logo após a primeira guerra mundial.
A partir desse dia, os desfiles vitoriosos, nunca mais passaram pelo seu centro, de forma a respeitar o túmulo e o seu significado. Mesmo Adolf Hitler, em 1940, cumpriu esse gesto.
Tal como Joe Dassin cantava, encontra-se tudo nos Campos Elísios, a qualquer hora do dia ou da noite, daí, também, existirem outras propostas, tais como uma escolha enorme ao nível da restauração, bem como na área do lazer.
A diversão foi sempre uma constante na noite parisiense, daí, existirem algumas propostas nos Campos Elísios, como, por exemplo, o famoso cabaré “Lido”, onde é possível assistir a jantares espetáculo.

Existe, também, uma grande oferta de sítios para comer, desde o restaurante mais charmoso aos espaços de comida fast food, o que acaba por dar resposta a todas as bolsas e gostos.
É, justamente, numa esplanada de um restaurante, sempre que o tempo o permite, que eu gosto de acabar o meu dia “nos Champs Élysées”!…


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