Île de France, Europa, França

Rive Gauche

“Rive Gauche” é um famoso perfume de Yves Saint Laurent, mas é, também, a forma como é conhecida a margem esquerda do Rio Sena, “La Rive Gauche de Paris”.

A esta pertencem 6 “arrondissements” de Paris, nomeadamente o 5º , 6º , 7º , 13º , 14º e 15º, onde estão, portanto, incluídos bairros como o do “quartier latin” ou de “Saint-Germain-des-Prés” e com muitas das atrações turísticas da capital, tal como, a Torre Eiffel, os Jardins de Luxemburgo, a Universidade de Sorbonne ou ainda a Abadia de Saint-Germain-des-Prés.

Também é possível visitar museus de grande qualidade, tal como o “Musée Rodin” ou o “Musée d’Orsay”.

Como se pode então perceber. enquanto a margem direita do rio Sena, repleta de palácios e bairros muito burgueses, clássicos e conservadores, como os do 16° ou 17° arrondissement, é formal, nobre, real e luxuosa, a margem esquerda é uma área muito mais descontraída.

Os bairros do 5° e 6° arrondissement, eram os antigos bairros boêmios, frequentados, por artistas e intelectuais, que ditaram esse estilo diferenciado.

Era a parte de Paris onde se encontravam os filósofos, os poetas, os artistas, os professores e os escritores.

Ainda, hoje, é muito assim.

É o lado dos jovens estudantes devido à Universidade de Sorbonne, e por isso, dos bistrôs, cafés e bares muito animados, das ruas estreitas e repletas de gente que pretende divertir-se.

Também é o lado dos livros e dos livreiros, das galerias de arte e da pintura.

Por isso, muito mais, que uma simples zona geográfica, a expressão Rive Gauche”, também, representa um estilo de vida, uma forma de ser e de estar, representando o lado informal da cidade de Paris.

Adoro aquela azáfama do “quartier latin”.

Era ainda muito jovem quando fui pela primeira vez a esse bairro.

Acho que me apaixonei logo por toda aquela cor, sons, hábitos e multiculturalidade.

Regresso sempre.

Gosto de percorrer todas aquelas ruas tão animadas, e acabar por ali comer na “Rue Xavier Privas” ou “Rue de la Harpe”, onde existe um sem número de opções de gastronomia de vários países.

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Por estas ruas sinuosas, ou à beira do Rio Sena, rapidamente se chega aquele que eu considero uma das pérolas de Paris, o Bairro de Saint-Germain-des-Prés, conhecido por Saint Germain.

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É um bairro com um pé no passado e outro no presente.

O passado da Igreja Medieval de Saint Germain, dos cafés históricos que se tornaram famosos e que Ernest Hemingway, Simone de Beauvoir ou Jean-Paul Sartre ajudaram a popularizar, dos livros e dos alfarrabistas.

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O presente de um bairro que aprendeu com o tempo a ser mais elegante, que continua a sua estreita ligação aos livros e alfarrabistas e onde abundam as galerias de arte.

Um saltinho à casa de Serge Gainsbourg relembra-me a música da minha adolescência, vivida, por terras francesas.

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Pela margem fora, o Museu de Orsay, instalado na antiga estação ferroviária “Gare du Quai d’Orsay”, permite apreciar parte da obra de grandes referências da pintura, tais como Van Gogh, Dégas, Klimt, Gauguin, entre muitos outros.

Um pouco mais acima, na “Rue de Varenne”, um dos museus de que eu gosto particularmente, o “Musée Rodin”, onde é possível apreciar a obra deste escultor e de Camille Claudel.

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Sem esquecer, a cereja no topo do bolo, a Torre Eiffel e o Champ de Mars, sempre, uma boa forma de passar parte do dia em Paris.

A animação noturna é intensa. Existem opções para todos os gostos, desde Jazz ao vivo até músicas latinas para se poder dançar, daí reservar sempre uma noite, pelo menos, para este lado mais folião da capital francesa.

Para poder apreciar toda esta vida, diurna e noturna, aconselho ficar por este lado. Uma ótima opção é, por exemplo, o Mercure Paris Centre Eiffel Tower Hotel (https://all.accor.com/hotel/2175/index.en.shtml?utm_campaign=seo+maps&utm_medium=seo+maps&utm_source=google+Maps)

Yves Saint-Laurent decidiu chamar Rive Gauche ao seu perfume por esta ser a margem preferida dele.

Serge Gainsbourg escolheu-a para viver e divertir-se.

Hemingway, Sartre, Simone de Beauvoir encontraram nesta margem, as condições de inspiração que necessitavam para poder escrever.

Como os entendo…

Uma opinião sobre “Rive Gauche”

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