Em virtude de ter casa de familiar, na Baixa da cidade, perto do Campo 24 de Agosto, as minhas caminhadas, na maioria das vezes matinais, são, geralmente, nessa zona.
Um dos meus percursos preferidos é o da Praça dos Poveiros à Ribeira.
Nem sempre se chamou Praça dos Poveiros, nome dado em homenagem ao patriotismo dos pescadores portugueses por recusarem mudar de nacionalidade para poder pescar, mas sim, foi durante muito tempo conhecida como Largo de Santo André ou, ainda, por Feira da Erva, por aí se realizar o mercado das hortaliças.
É bastante procurada por turistas e locais por causa dos seus restaurantes.
Tem um pequeno jardim, agradável e muito calmo.




A descida para as Fontainhas é um percurso pelo passado, com as suas casas antigas que lembram o Porto de outrora.
A Alameda das Fontainhas e o seu miradouro são um dos pontos altos do percurso.
Desta zona é possível contemplar o Rio Douro em toda a sua grandeza e algumas das suas pontes.
De manhã, na maioria das vezes, ainda existe uma certa bruma que teima em desaparecer e que torna tudo, ainda, mais poético.


Uma paragem pelos lavadouros das Fontainhas, local onde os residentes lavavam as suas roupas, é sempre agradável.


Gosto de caminhar sempre junto ao Rio é como que um mergulho no Porto profundo.


Até à Ponte Luiz I é um pulinho.


A charmosa Ribeira do Porto acolhe bem todas as pessoas que a visitam e têm sempre tanto para dar, a começar por partes da Muralha Fernandina.

O postigo do Carvão é a única porta da Muralha que ainda persiste.

E tudo acaba no cubo da Ribeira e a sua beleza sem fim.


Para tomar um café, antes de regressar a casa é aqui que termino este artigo.