Barroso, Caminhada(s), Concelho de Montalegre, Espanha, Galiza, Portugal, Tourém

Pela Rota do contrabando…

Uma das experiências que eu, muito, apreciei foi, sem qualquer dúvida, ter recriado a rota do contrabando.

Num percurso de aproximadamente 11 quilómetros, entre as localidades de Tourém, no concelho de Montalegre, e Randim, já na Galiza, as surpresas são mais do que muitas.

Estas duas aldeias raianas tiveram sempre muitas vivências em comum, como, por exemplo, o contrabando.

A pobreza era muita, a vida dura e, por isso, muitas famílias recorreram a esta atividade para poder sobreviver.

Para Espanha era, por exemplo, levado tabaco e para Portugal trazidos muitos dos bens essenciais, tal como azeite ou bacalhau, pois eram mais baratos do outro lado da fronteira.

A atividade do contrabando era muito desenvolvida pelas mulheres, que aproveitavam os seus longos vestidos para esconder a mercadoria.

A partida foi da aldeia de Tourém. Uma localidade, para a qual recomendo uma visita.

A caminhada tem, sempre, a participação de muita gente e inicia-se ao final da tarde, pois estas atividades, ilegais, tinham de ocorrer na escuridão para não serem vistos.

Ao longo do percurso são, desta forma atravessados caminhos e estradões, campos de cultivo, entre outros.

De vez em quando éramos interrompidos por gritos de figurantes que, ali mesmo, encenavam alguns dos episódios característicos desta atividade, como, por exemplo, o encontro com as autoridades policiais.

Eu, também, aproveitei a rota, para uma aula de botânica excecional, com o meu amigo Padre Fontes.

O que eu achei mais engraçado, durante o percurso era não saber, ao certo, quando estava em território nacional ou não.


A rota terminou em Tourém, depois dos últimos quilómetros serem efetuados totalmente às escuras.

Uma experiência espetacular…

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