Caminhada(s), Concelho de Vila do Conde, Passadiços, Passadiços de Labruge, Portugal, Praias

São Paio, da praia ao Castro!…

Durante uma caminhada pelos passadiços da zona Sul do concelho de Vila do Conde, fiquei seduzida por toda a área conhecida por São Paio, onde a combinação da sua geomorfologia, arqueologia e paisagem transmite a este lugar história e muita beleza.

Para além dos passadiços, das lindas praias onde sabe bem estar, ainda se pode apreciar um castro, da idade do ferro, que, à sua volta, apresenta vários vestígios paleolíticos.

Comecei, portanto, a caminhada a partir de Labruge e ao longe nota-se, logo, um afloramento rochoso, granítico, que se destaca sobre o mar e onde se pode ver um marco geodésico, um importante vértice de localização empoleirado sobre as pedras.

Ao chegar a estas, as vistas, principalmente da imensidão do mar, são maravilhosas. É uma tranquilidade.

Fiquei ali durante um bom momento, só a apreciar a linguagem silenciosa do oceano.

Uma pequena capela destaca-se, lá bem no alto, numa postura de aparente desafio à dureza que por vezes nos impinge o mar.

Gostaria de poder ter visto o seu altar, uma pedra do mar que terá sido trazida para este ponto tão alto por uma junta de bois, mas a capela geralmente está fechada.

Ao descer, uma pequena praia, protegida do vento pelas rochas, é mais um motivo de encanto. É a praia do Castro de São Paio.

O Castro de São Paio é o único castro marítimo português do Noroeste Peninsular. Um projeto de valorização relativamente recente permitiu “salvar” este da destruição.

Acredita-se que remonta ao tempo dos chamados “Calaicos” que aí se teriam fixado para desenvolver a atividade da pesca e possivelmente a de produção de sal e que o teriam abandonado com a chegada dos romanos.

Ao passar junto da esplanada do restaurante Castro de São Paio apeteceu-me sentar-me naquele espaço, tão agradável virado para o mar, mas o dia era para caminhar e, por isso, para provar os deliciosos pratos, nomeadamente de peixe, que este estabelecimento oferece, teria de ser num outro dia.

E a caminhada continuou…

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