Conheço e gosto, muito, da Região Centro de Portugal.
Acho que aquilo que me fascina nesta região, é o facto de cada Terra ter realidade(s) tão próprias, muitas vezes tão diferentes das da localidade vizinha, para além, claro da beleza das suas paisagens.
Aproveitei, então, um fim de semana para (re)descobrir estas lindas terras, numa viagem, feita sem pressas, na qual desci pelo litoral e regressei a casa pelo interior.
Saí cedo de casa, pois ainda queria ir almoçar à Figueira da Foz, local de onde eu queria iniciar este passeio.
Após um almoço já com sabor a mar, na cervejaria marisqueira Sagres na Figueira da foz, ainda houve tempo para um pequeno passeio a pé pela marginal.





O tempo começou a ficar frio e o céu nublado, daí não estar grande gente nas praias.



A paragem seguinte foi na encantadora localidade de São Pedro de Moel.

Queria conhecer o local de uma lenda que eu tinha ouvido, sobre uma linda história de amor mas que, infelizmente, terminou mal.
É referente ao chamado “Penedo da Saudade”, onde supostamente D. Juliana, vinha chorar, virada para o mar, quase diariamente, a morte do seu marido o Duque de Caminha, D. Miguel.

Junto ao rochedo, foi, mais tarde construído um farol, com o mesmo nome.


Continuei à beira mar até à Praia de Vale Furado.
Nessa altura o frio e vento já era tanto e eu vinha de vestido fininho pelo que me limitei a observar o lugar mais ao longe, sem grandes caminhadas.

É daqueles lugares, simples e belos, que não precisam de muito mais para nos encher a alma.
Faltavam poucos quilómetros até à Nazaré, pelo que optei por me instalar no aparhotel que tinha reservado para pernoitar nessa localidade, antes de qualquer outra visita, de forma a poder trocar de roupas e agasalhar-me um pouco mais.
Gostei logo do apartamento, localizado na Pederneira, com boas instalações e com uma enorme varanda virada para o mar.



Antes de passear mais um pouco, ainda dei uma pequena volta pelo resto do Miramar Hotel & Spa.



O Sítio é um lugar imperdível na Nazaré.
Do Miradouro do Suberco têm-se umas vistas fantásticas sobre a Praia da Nazaré.


Os templos religiosos e o Forte de São Miguel Arcanjo contam muita da história deste Sítio.



Ainda houve tempo para um passeio pela Marginal.



De regresso ao hotel, fui assistir ao fim do dia do Miradouro da Pederneira. Que dizer?!…


Para jantar não foi difícil de escolher, pois a opção foi o restaurante Gaivota onde costumo ir com o meu pai.

No dia seguinte, não havia tempo para perder pois este era longo, daí ter começado muito cedo.
Ainda pela costa, a primeira paragem foi em São Martinho do Porto, onde comecei o dia junto à sua Concha.

Peniche é aquela localidade que me diz muito, pela história da minha família e, por isso, todos os motivos são bons para lá dar um pulinho.

Um passeio pela calma do paredão permitiu preparar-me para a visita ao Forte que só poderia acontecer a partir das 14h00.





Após um almoço de peixe grelhado (mais uma vez durante esta viagem), tinha chegado a hora de entrar no Forte.

A Prainha de São Pedro estava vazia. Aproveitei para descer e apreciar o forte e o mar desse ângulo.



Sempre que entro no forte sinto-me mais próxima do meu avô. É verdade que agora, com o mural dedicado aos presos ele está sempre presente. Um orgulho este reconhecimento tão belo por quem tanto lutou pela liberdade.




É sempre uma emoção para mim, partilhar, ao fim de tantos anos, os mesmos espaços do que ele, embora, para mim de uma forma não tão dura.
Percorro, sempre, todos os cantos com o meu pensamento nele. É sempre uma visita intensamente emotiva.





Quando me despeço deste lugar é sempre com um até já.
Comecei o regresso, agora, por estradas e localidades mais interiores.
Alcobaça foi a minha escolha. É sempre.

Recomendo uma visita ao Mosteiro, pois é um templo fantástico e ao domingo esta não se paga.
Já visitei várias vezes e vale sempre a pena, principalmente a Igreja.








Mas grande parte do seu esplendor também se deve aos túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro.


Até na morte ficaram juntos, com os seus túmulos virados um para o outro, pois seria a primeira pessoa a verem caso acordassem.




Até ao fim do mundo é a mensagem de Pedro para Inês.

E para recuperar de todas essas emoções, nada como um bom doce conventual, afinal estamos na terra deles. Recomendo a pastelaria Alcôa, localizada mesmo em frente ao Mosteiro e com vários prémios ganhos com os seus doces.

Para terminar um fim de semana movimentado, nada como terminar este passeio pela calma de Fátima com uma visita ao seu Santuário.
Aqui dominou o silêncio.

Por aqui termino esta viagem…
Quem tira as fotos à autora?
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