Após ler a notícia sobre a existência de novos trilhos certificados no concelho de Boticas, fiquei logo entusiasmada para os descobrir.
A primeira escolha recaiu sobre o trilho dos Lameiros do Barroso, um percurso circular com quase 10 quilómetros.
O percurso inicia e termina junto à capela de Vilarinho Seco, no largo de S. Paio, onde é possível estacionar o carro.
Todo o percurso está marcado e muito bem sinalizado, não oferecendo, portanto, grandes dificuldades em termos de localização.
Como o circuito é circular, iniciámos no sentido contrário ao previsto.
E não podia começar de melhor forma, pois inicia com a passagem pela magnífica aldeia de Vilarinho Seco, uma das aldeias mais bem preservadas da região de Barroso.
Ao atravessar a aldeia, tudo se torna mais verde, com os inúmeros terrenos/lameiros existentes em seu arredor.
Praticamente todo o percurso tem descidas e subidas, algumas bastante acentuadas, pelo que é aconselhável pensar que se vai demorar, um pouco mais, a percorrer este trilho.
O primeiro desafio é a subida até ao Miradouro da Lomba, um local com vistas fantásticas sobre a região envolvente.
A partir daí começa uma descida até à aldeia de Agrelos.
Com a aproximação da aldeia, o caminho em terra batida começa a ter lajes graníticas e a paisagem vai-se tornando mais verde.
A Capela de São Mamede, logo à entrada, dá as boas-vindas aos caminheiros.
As ruas da localidade são estreitas e todas calcetadas com paralelos graníticos, vão culminar num belo passadiço no centro da aldeia.
No pequeno largo um cruzeiro existe ali desde “toda a vida”, expressão usada por um local que nos queria falar dos pormenores da sua bela terra.
O aproximar do rio ainda vai trazer uma vegetação mais verdejante e a chegada da água no percurso.
Surge a primeira ponte do percurso.
A partir deste ponto, considero que apareceu a parte mais bonita, mas mais exigente do percurso, por seguir carreiros muito estreitos e com inclinação acentuada.
A aproximação à aldeia de Bostofrio trouxe uma combinação de pequenos percursos sem grande dificuldade, com alguns caminhos um pouco mais complicados.
Um pequeno desvio à rota, por um caminho cheio de “águas” permitiu apreciar o abrigo do pastor.
Ao continuar o desvio até ao rio, ocorreu a maior aventura do percurso, em que foi necessário muito equilíbrio e não ter vertigens devido às alturas.
O regresso ao caminho normal, trouxe as paisagens verdejantes até à Ponte Mena, onde existe um moinho solitário.
A partir daí começou uma subida até Vilarinho Seco que foi a parte que me custou mais, pois o meu corpo já sentia alguns sinais de cansaço.
Sei que sou suspeita por adorar a minha terra, mas esta é uma das rotas mais bonitas que eu percorri.
Acho que o número elevado de fotografias que eu partilhei neste post, é a prova disso, com a necessidade de dividir, com as pessoas que o estão a ler, a beleza destes “Lameiros do Barroso” e sem querer perder pitada desta.



































































