Gosto muito deste lugar de Boticas, que é Sangunhedo.
Aqui, embora o tempo dê a impressão de ter parado, a memória teima em permanecer, com as suas casas graníticas e ruelas estreitas como que a querer contar histórias de outrora.

Parecem contar sobre quanta era a importância deste lugar no passado, ou ainda, como Boticas terá nascido, pelos fins da Idade Média, à volta de Sangunhedo e do Eiró, junto à estrada que por ali passava e que os ligava a Chaves.


E falar de Sangunhedo é recordar o seu padroeiro, Santo Aleixo e a festa em sua honra, que, embora não se realize anualmente, é sempre sentida e vivida com intensidade.
Neste lugar, também, existe uma capela, datada dos princípios do Século XVII, dedicada, justamente, ao seu padroeiro.

Mas a data que aparece na portada da fachada principal é 1758, que corresponde ao ano da sua reconstrução.

O largo que se localiza junto a esta, é onde se realiza a parte musical dos festejos, com longos bailaricos pela noite fora.

Um pouco mais a baixo, o museu rural de Boticas, instalado num edifício com arquitetura característica da zona, abre as suas portas a quem queira conhecer os hábitos, cultura e tradições da região.

E poderia continuar a escrever sobre Sangunhedo (e sempre com este carinho), mas o melhor mesmo é descobrir este “cantinho” tão bonito, percorrendo as suas ruas e ruelas.
