O square Vert-Galant é um pedacinho de terra de Paris que eu adoro.

Agora pertence à linda “Ile de la Cité”, a ilha que acolhe a Catedral de Notre-Dame, mas nem sempre foi assim, pois resulta da união de várias ilhotas, nomeadamente a dos Judeus, infelizmente, conhecida pelo local onde Jacques de Molay, também chamado de Tiago de Molay, o último grão-mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, foi queimado vivo.

Trata-se de uma pequena praça, localizada abaixo do “Pont Neuf” numa estreita faixa de terra que rasga o Sena.
Esta praça não é muito conhecida pelos turistas, mas muito frequentada por apaixonados, que aí aproveitam toda e qualquer pausa para namorar.

Para tal, recorrem ao pequeno jardim que ali existe ou à parte mais romântica da praça que corresponde à ponta da ilha, onde um enorme chorão, que mergulha os seus braços na água, esconde os inúmeros casais que escolhem este local para partilharem alguns dos momentos da relação, tendo como pano de fundo a belíssima ponte das artes, também conhecida pela sua ligação ao Amor.




Com o rio Sena mesmo aos nossos pés, permite caminhar à beira da água com vistas privilegiadas.




Sente-se ali, naquele ponto, aquela que foi a origem da “Ile de la Cité”, pois era a altitude inicial da ilha, pois o resto foi aumentando em altura ao longo de vários séculos de urbanismo.

Deve o seu nome ao apelido dado ao Rei Henrique IV, que era conhecido pelo “Vert-Galant”.
Uma expressão dada pelo facto deste, mesmo já com alguma idade, continuar a ser conhecido pelo seu gosto por mulheres, que o levava a ter inúmeras amantes.
A sua estátua ainda pode ser admirada na praça à entrada da descida para o “square”.
