Era aqui, nesta pequena rua, que Amélie Poulain se refugiava quando tinha que pensar na vida.
E foi justamente num dia em que eu seguia os passos dela por Montmartre que descobri este local tão inspirador ao ponto de ser escolhido como refúgio para refletir.


Localizado entre a Praça Dalida e a Praça Casadesus, este pequeno caminho transmite uma enorme tranquilidade de tão poético e bonito que é.

É chamado de “allée des Brouillards” devido ao facto de existirem várias nascentes em Montmartre e os vapores de água que delas emanam em contacto com o ar frio formam uma espécie de nevoeiro que cobre toda aquela zona.

Nem de propósito, quando visitei este caminho foi num dia de chuva, onde se fazia sentir algum nevoeiro o que tornou esta descoberta ainda mais expressiva.

Uma casa grande, rodeada de um enorme jardim, conhecida por “Château des Brouillards”, completa este cenário tão poético, apreciado por vários namorados que escolhem Montmartre para os seus apaixonados passeios.

Esta casa, cheia de história e de histórias, está localizada num lugar onde existia uma pequena quinta e um moinho, já conhecidos por “des Brouillards”.

Andou para desaparecer, por questões urbanísticas, para se conseguirem ligar duas ruas mas os proprietários souberam lutar pela sua casa e foi assim que em 1929 abre para o público a linda “allée des Brouillards”.

Adoro… É um dos meus segredos “Montmartriano”…