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Castelo da Póvoa de Lanhoso…

Nele viveram-se histórias de poder, de conquistas, de traições e até de amores infelizes, dentro dos seus muros o Castelo de Lanhoso, que muitos conhecem como o Castelo da Póvoa de Lanhoso, conta tudo isso…

Ergue-se no topo do Monte do Pilar, um pouco antes de chegar à Póvoa de Lanhoso, por isso é visível a partir da EN 103, que estávamos a percorrer numa road trip.

Um pouco de história

O sopé do monte onde o castelo se ergue foi desde a pré-história ocupado.

Após a invasão romana da Península Ibérica e devido à proximidade deste lugar com a estrada, que ligava as cidades romanas de Bracara Augusta  (Braga) a Aquae Flaviae (Chaves), foi, aqui, erguida uma torre militar em que a sua localização foi aproveitada mais tarde, entre o século X e XI, para a construção do Castelo.

A Torre de Menagem é construída mais tarde entre o século XII e o XIII.

A partir do século XVII, o Castelo começa a perder a sua importância estratégica o que leva ao seu abandono e ruína, estado este agravado pelo facto de ter sido autorizada a demolição do Castelo para reaproveitar a pedra para a construção de um santuário.

As muralhas, entre outras partes, são destruídas e as suas pedras aproveitadas para a construção no interior do recinto do Santuário da Nossa Senhora do Pilar.

A intervenção do poder público, pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, a partir de 1938, e mais tarde da própria autarquia, permitem a valorização do Castelo e da zona e em 1996 a reabertura deste ao público.

Algumas histórias…

Várias são as histórias, nem sempre com um final feliz, associadas ao castelo.

Dizem que foi neste castelo que se refugiou, por duas vezes, a condessa Teresa de Leão, mãe de D. Afonso Henriques. Uma primeira vez quando foi atacada pelas forças da sua meia irmã, D. Urraca e uma segunda vez, em que algumas teorias defendem, detida pelo próprio filho.

Também dizem que o castelo foi, ainda, palco de um terrível crime passional, quando D. Rui Gonçalves de Pereira, tetravô de Nuno Álvares Pereira, após saber da infidelidade da sua esposa, D. Inês Sanches, com um frade beneditino do mosteiro de Bouro, por quem estava apaixonada.

Após fechá-la com o seu amado e alguns populares, que ele considerou cúmplices, manda incendiar o castelo onde se encontravam, provocando a morte a todos.

A minha história

Um pequeno desvio, à minha rota pela EN 103, permitiu, portanto, a visita a este castelo.

Tem bons acessos e é possível estacionar o carro num pequeno parque de estacionamento.

A localização no topo do Monte do Pilar proporciona vistas fantásticas sobre a zona envolvente e foi justamente a apreciar estas que eu iniciei a minha visita.

Localizado sobre um maciço rochoso, o primeiro impacto visual sobre o castelo e toda a sua envolvência é extraordinária.

Foi possível apreciar o castelo no interior das suas muralhas.

O Santuário de Nossa Senhora do Pilar é composto por uma igreja, uma escadaria e várias capelas de peregrinação.

Acaba por ser uma visita dois em um, em que de uma assentada podem ser apreciados o Castelo e o Santuário de Nossa Senhora do Pilar.

Valeu a pena o pequeno desvio, pelo interior do Castelo e as vistas estupendas sobre a região…

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