Já foi um castelo apalaçado, construído, por iniciativa do Duque de Bragança, na zona mais rica de Barcelos, o Paço dos Condes de Barcelos acolhe, hoje, o Museu Arqueológico da cidade que, escusado será dizer, é rico em memória(s).

Mandado construir no ponto alto da cidade, ergue-se de frente para o rio sobre a Ponte.


O Paço dos Condes de Barcelos é, portanto, um monumento, que guarda toda a história da cidade, ao mesmo tempo que, ainda, a enobrece e embeleza.


Já não é o edifício de antigamente, em que erguido em estilo gótico, ostentava quatro grandes chaminés, assentes numa planta retangular com 32 metros por 16, do qual as ruínas existentes hoje, não permitem perceber toda a sua grandeza de outrora, embora se perceba.



Tal como grande parte dos edifícios históricos iniciou um período de decadência em finais do século XVIII, que até terá levado, em 1872, ao desejo, por parte do Município de Barcelos, de o demolir totalmente, que só foi contrariado pelos vários protestos da população.
Com o terramoto de 1755 e o sucessivo desinvestimento na sua manutenção/recuperação, praticamente só restam algumas paredes e uma chaminé tubular.




Classificado como monumento nacional em 1910, acolhe desde o início do século XX, o Museu Arqueológico de Barcelos.





Neste pode-se apreciar, algum do património histórico da cidade, tal como o Cruzeiro do Senhor do Galo.



A visita é gratuita e recomendo pelo interesse histórico, a riqueza patrimonial do seu espólio e as maravilhosas vistas que permite sobre a zona envolvente.





