“Se o bendito Santo António
este ano me casar
cá voltarei para o ano
pôr flores no seu altar“
Foi batizado de Fernando, mas é conhecido por António, Santo António.
Julgo que é conhecida a ligação deste santo a Lisboa, a sua cidade natal.

Não é como muitos defendem, portanto, italiano. Viveu foi muitos anos em Itália, país onde acabou por falecer e onde repousam os seus restos mortais, na cidade de Pádua.
Durante a sua vida, trabalhou, sempre, na defesa dos mais necessitados ou mais desprotegidos.
O seu saber destacou-se na época e fez com Santo António se tornasse uma das figuras mais respeitadas da Igreja Católica.
Associada aos milagres, que lhe atribuem, criou a fama de santidade, o que o levou a ser canonizado, pela Igreja Católica, pouco depois de falecer.
Tornou-se, assim, um dos santos mais populares e mais amado por todo o mundo.
Ainda hoje recorre-se ao Santo António para encontrar coisas perdidas, para evitar naufrágios ou para conseguir casamento.
Em Lisboa, a sua cidade natal, existe uma verdadeira adoração por Santo António, sendo comum encontrar a sua figura à porta das casas ou pelas ruas.



A data do seu falecimento, 13 de junho, é a a data do feriado de Lisboa.
O primeiro padroeiro de Lisboa foi São Crispim, pois a cidade foi tomada por D. Afonso Henriques, no dia deste santo. No entanto a adoração a São Vicente era tão grande que em 1173, este passou a ser o padroeiro e, ainda hoje, a câmara municipal é a pessoa que tem nas armas da cidade. Mas no século XIII a veneração de Santo António é tão grande que passa a ser considerado o padroeiro da cidade e São Vicente o da diocese.
Durante o mês de Junho, tudo pára, portanto, na capital portuguesa, em honra ao seu santo.
Durante uns dias, os bairros da cidade vestem-se de um intenso colorido para as marchas, os casais casam-se na Sé e a festa, dura dia e noite.
Lisboa tem, ainda, vários largos, ruas e travessas com nomes ligados a Santo António.
Destes, o Largo de Santo António da Sé é, sem dúvida, o mais conhecido é importante.

É aqui que se pensa que este Santo nasceu numa pequena casa, onde, mais tarde, foi construída uma igreja dedicada a Santo António.

Ao lado, em junho de 1962, abre ao público o Museu Antoniano, que, ainda hoje, se mantém mas agora conhecido por Museu de Lisboa – Santo António, dedicado à vida e ao culto deste santo.
Um mural de flores, junto à porta do museu, é um dos locais onde os visitantes aproveitam para tirar fotografias neste largo.





No centro do pequeno largo, a estátua metálica do santo atrai inúmeras pessoas que pedem ao santo os seus desejos e lançam moedas para a figura com a esperança que fiquem presas nesta e não caiam para serem realizados os pedidos.





Oh meu rico Santo António!…
Uma opinião sobre “Lisboa e Santo António…”