Com 97% da população que se diz crente a Deus, Malta é considerado um dos países mais cristãos do mundo e a própria Constituição maltesa estabelece o catolicismo como a religião do Estado.

Conta a lenda que, em Malta, o catolicismo romano tem origem aquando do naufrágio de São Paulo, que ao chegar até à costa da ilha promoveu a conversão dos seus habitantes.
A partir de então os malteses aderiram ao cristianismo e permanecem-lhe fiéis até hoje, evidenciando uma clara influência religiosa no seu pensamento e comportamento.
Existem, assim, cerca de 365 igrejas no arquipélago, ou seja, uma igreja para cada dia do ano, daí não ser força de expressão quando se diz que Malta tem mais igrejas do que quilómetros quadrados.
Tal como as casas, as igrejas são construídas com pedra calcária, onde se podem ver vários tipos de estilo e muita influência europeia.




São, portanto, consideradas obras de arte, tanto pela sua arquitetura, como pelos seus pormenores interiores, repletos de pinturas, esculturas e acessórios de luxo.







Cada paróquia celebra o dia da sua padroeira com festas de rua, nas quais não faltam procissões, fogos de artifício e música.
Assistir a, pelo menos, uma dessas comemoração durante o verão é uma forma de se entender a entrega dos Malteses à religião.
O que, também, é comum de se ver, nas esquinas das ruas, são colunas ou nichos com estátuas de anjos ou santos.




O que também destaco é o facto das casas, mais do que ser conhecidas por um endereço são conhecidas pelo nome, muitas delas com nome de santo.
Nas suas fachadas é comum encontrar-se pequenas imagens religiosas e até pequenos altares.




Esse tipo de demonstrações também acontece com o nome das ruas e lugares.

A devoção está presente em cada canto e recanto do arquipélago.