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Malta e Caravaggio…

Não posso esconder que o motivo que me levou a escolher visitar Malta foi Caravaggio.

Defini uma rota, que tenho percorrido e descoberto aos poucos, para apreciar a pintura daquele que eu considero “O Pintor”.

Caravaggio viveu, durante algum tempo, na ilha de Malta, depois de fugir de Itália onde tinha sido acusado de homicídio.

Apesar de ter um passado turbulento, foi admitido na Ordem de São João e aclamado em Malta, onde chegou a ser condecorado.

No auge da sua popularidade no arquipélago, foi preso no Forte de St. Angelo, de onde, mais tarde, conseguiu escapar e fugir do país.

Acabou por ser excluído da Ordem, foi destituído de todas as honrarias e tornou Malta detentora das obras que ele deixou ficar na ilha.

É possível, então, descobrir pela ilha, por um lado os locais associados à sua vida e por outro algumas das suas obras que aí permanecem.

Na Catedral de São João é possível apreciar duas das suas obras, sendo a mais importante, por ter sido considerada a pintura do século XVII, o quadro a “Decapitação de São João Batista”, que se pode ver no Oratório.

Com as dimensões de 361×520 cm, a “Decapitação de São João Batista” é uma pintura com pormenores impressionantes, sendo o único quadro assinado por Caravaggio, em que no sangue derramado da garganta de São João Batista pode-se ler f Michel, isto é fecit Michelangelo (feito por Michelangelo).

Numa pequena sala, ao lado do Oratório, é possível ver outro dos seus trabalhos, uma pintura com a representação de São Jerónimo.

Embora efémera, a sua passagem pelo país deixou marcas, que ainda, hoje, são visíveis.

Eu, fiquei a perceber que há muita gente a pensar como eu, pois estas obras são uma das principais atrações artísticas e culturais do arquipélago.

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