Um dos meus segredos, em Lisboa, chama-se Jardim 9 de Abril.
Localizado perto do meu local de trabalho, na freguesia da Estrela, é onde gosto de passar algum do meu parco tempo livre.



É chamado assim em homenagem aos portugueses que participaram na I Guerra Mundial e que a 9 de Abril de 1918 sofreram uma pesada derrota, do exército alemão, na batalha que ficou conhecida por Batalha de La Lys.

Mas, por vezes, o nome baralha, pois, também, é conhecido por Jardim das Albertas ou Jardim da Rocha do Conde de Óbidos.
O nome Jardim das Albertas surge pelo facto deste se localizar no local do antigo Convento das Albertas (freiras Carmelitas).
O nome Jardim da Rocha do Conde de Óbidos surge pelo facto deste ter sido implantado na colina com o mesmo nome.
Está localizado mesmo junto ao Museu Nacional de Arte Antiga, bem lá no alto, sobre uma grande plataforma calcária, o que proporciona vistas incríveis sobre o Porto de Lisboa, a partir de um belo miradouro, em pedra e ferro forjado, situado na zona mais baixa do jardim, chamado Miradouro da Rocha do Conde de Óbidos.

É, justamente, aí, sentada nos bancos que eu gosto de apreciar as dinâmicas de uma cidade com grande ligação ao seu rio, o Tejo.



Uma enorme escadaria de pedra, com vários patamares, permite descer desta formação rochosa até à Avenida 24 de Julho.





Um pouco por todo o jardim existem bancos, bem charmosos.
Um deles, até é bem original, pois é todo corrido e circular e localiza-se por baixo de um teto, de arbustos.



O centro desta cobertura é uma enorme árvore. Lindo e original…


Uma placa, localizada no jardim, com versos do poeta Teixeira de Pascoaes, homenageia este.


Lisboa tem lugares assim, que não precisam de ser muito conhecidos ou de grandes dimensões, para ser encantadores.
Eu, vou continuar, a apreciar silenciosamente os pormenores mais simples de uma cidade nos meus parcos momentos livres…
Coordenadas:
38º 42′ 15.92″ N
9º 9′ 45.75″ O