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Os Fornos da Cal de Paço de Arcos

Paço de Arcos teve, durante séculos, como importante atividade económica, a exploração de fornos de cal, colocados no centro da localidade.

A exploração esteve ligada à utilização das pedreiras e associada à edificação de fortes que faziam a defesa da zona ribeirinha e marítima.

A primeira referência a esta atividade remonta a 1582, quando o provedor das obras de São Julião contrata pedreiros para fazerem e cozerem cal nos fornos, mas continuam a existir muitas dúvidas sobre a origem destes.

Eram cinco os fornos, robustos, de pedra, localizados uns perto dos outros, para rentabilizar os recursos humanos.

Tinham uma planta circular de câmara única, do tipo caldeira, revestida no seu interior por tijolos.

À volta destes, cresceram casas de piso térreo, criando um quarteirão onde, ainda se pode encontrar a “Rua dos Fornos”.

Com a paralisação da exploração no século XX, começou um processo de degradação e em 1987, um é mesmo destruído aquando da demolição parcial de uma casa.

O que leva, de imediato, a câmara a comprar a estrutura para a poder proteger.

Em vez de ser recuperado, a sua ruína é musealizada.

Vários painéis informativos permitem perceber o processo da queima da cal e o funcionamento dos fornos.

É intenção da autarquia recuperar os outros quatro, mas o facto destes estarem localizados em propriedade privada não tem facilitado o processo.

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