Do século XV até hoje, o mercado de rua caldense ocorre na Praça da República.

Conta a lenda que terá sido a Rainha Dona Leonor a oferecer aos agricultores este espaço para aí venderem os seus produtos.
Desde então, funciona no lugar onde iniciou a sua atividade, apesar da alteração do nome do local.
Agora é conhecido como Praça da Fruta.
Diariamente são, portanto, aí montadas as bancas coloridas, sendo o único mercado diário do país.




Como é sabido, após a construção do Hospital Termal das Caldas da Rainha, mandado edificar pela Rainha Dona Leonor em 1485, a localidade, ao longo dos tempos, começa a receber muitos visitantes, de Portugal e do estrangeiro, interessados nos poderes medicinais das águas termais.
A região, rica em campos agrícolas, começa a crescer em termos económicos.
O dinamismo era tanto que na praça, conhecida por Rossio da Vila, é construído o primeiro edifício dos Paços do Concelho.
Mais tarde passa a ser chamada de Praça Maria Pia e com a Implantação da República, a sua denominação passa a ser Praça da República.
Os edifícios à volta acompanham o desenvolvimento da cidade marcada, principalmente, pela influência da Arte Nova, entre outras.
Fachadas com revestimento cerâmicos e belos pormenores arquitetónicos completam, assim, a beleza da Praça onde é montado o mercado.



As cores, os sons e os cheiros são características da azáfama do mercado, onde se pode comprar todo o tipo de produtos, da fruta aos legumes acabados de colher, ou ainda, da doçaria tradicional às flores.
Deixei-me levar e, também, entrei nesse espírito.
Comprei fruta, diretamente, ao produtor e doces tradicionais para oferecer.





E, dado ter visitado a cidade uma semana antes do carnaval, pude assistir a animação de rua muito divertida.


Quem vai às Caldas da Rainha, claro que não pode deixar de visitar a sua alma, a Praça da Fruta.
