Concelho de Chaves, Freguesia de Castelões, Portugal

Passeio por Castelões

Acho que gostei logo da localidade de Castelões, uma pequena aldeia do concelho de Chaves, por ela me fazer lembrar tanto Barroso.

A palavra Castelões remete logo para uma viagem, imaginária, pelo tempo, na tentativa de descobrir qual seria o dono destas terras e do Castelo que as protegia, em tempos em que cada pedaço de terra era conquistado.

O espírito comunitário também está, ainda, muito presente. É visível, por exemplo, no forno do povo existente no centro da aldeia.

E, também, o senti quando sem me conhecer, um senhor me perguntou se eu queria visitar a igreja.

Agradeci e aceitei o convite, pois a linda igreja barroca de Castelões estava nos meus planos de visita.

Construída nos séculos XVII ou XVIII e alvo de algumas intervenções, a igreja de São Pedro tem uns traços arquitetónicos e decorativos muito simples, reflexos do seu cariz popular.

Esta está num excelente estado de conservação.

Encontradas no lugar do Alto dos Castelões, as duas estelas, dos finais da idade de bronze, encontram-se atualmente expostas num largo no centro da aldeia.

Mostram como é que há 3000 anos as tribos marcavam os seus territórios.

Mas o que mais me impressionou foi o Cruzeiro de Castelões, uma obra de devoção popular de 1879, com manifestações artísticas interessantes.

Os habitantes deixaram uma prova do empenho e da fé na construção desta obra do tipo naif.

Surpreendeu-me pelo facto de nunca ter visto, um cruzeiro com imagens nas duas faces da cruz.

De um lado a imagem do Cristo Crucificado e do outro a da Nossa Senhora da Piedade.

O Santuário de Nossa Senhora do Engaranho, padroeira das crianças com problemas de crescimento, também, merece uma visita.

Uma opinião sobre “Passeio por Castelões”

  1. Sendo eu Minhoto como me apelidaram alguns Castelões conheço todos os locais referenciados nestas fotos ,tendo alguns familiares nesse belo burgo a quem agradeço o terem-me dado a oportunidade da visita a esses belos locais ,ficando lisonjeado e irmanado dessa beleza BARROCA´.Conservar o original dizer não ao tijolo seria manter as belas tradições

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