Concelho de Chaves, Portugal

Do Toural à Praça de Camões…

Já foi “Toural” nos tempos medievais e já nessa altura era o maior largo da localidade, hoje chama-se “Praça Camões” e é dos lugares que eu mais aprecio na cidade de Chaves.


Só foi chamada de Praça Camões,  em 1880, aquando dos 500 anos deste poeta.


Esta mudança de nome também aconteceu para o largo anexo, que de “Largo do Pelourinho” passou, em 1910, para “Largo da República”.


Aqui se concentram os edifícios mais emblemáticos, em termos históricos, de toda a cidade, tal como, por exemplo, o da Igreja Matriz, da câmara municipal ou ainda o do Museu da Região Flaviense que, também, já foi a Biblioteca Municipal, ali mesmo próximo do Castelo de Chaves.

No meio da Praça, a estátua de Dom Afonso – Conde de Barcelos, que viveu em Chaves, relembra este defensor da cidade e das suas gentes.


Uma construção apalaçada de um Morgado de Vilar de Perdizes, António de Souza Pereira Coutinho, tornou-se o  edifício que alberga a Câmara Municipal de Chaves.


Próximo da Câmara Municipal existe uma pequena capela, a “Capela de Nossa Senhora do Loreto“, também conhecida por “Capela de Santa Cabeça“, onde foram depositadas as relíquias de São Bonifácio Mártir, o protetor das pessoas e animais mordidos por cães com raiva, o que levou muitas pessoas a recorrer a este pequeno templo, na busca de cura para as mordidelas destes animais.


Em frente a esta pequena capela, o grandioso edifício dos Paços do Duque de Bragança, mandado construir por Dom Afonso, que, hoje, acolhe o Museu da Região Flaviense.


Inicialmente com uma arquitetura bem simples, a Igreja Matriz, dedicada a Santa Maria Maior, foi, pelo tempo fora, sucessivamente melhorada.


E, para mim a cereja no topo do bolo desta praça é a Igreja da Misericórdia.

Um magnífico templo religioso ao qual se acede, recorrendo a uma ampla escadaria.


E se é bonito por fora, faltam as palavras para o poder descrever por dentro.

Com o nome de um grande poeta, esta Praça é digna das melhores e mais bonitas palavras…

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