Com uma distância de aproximadamente seis quilómetros e sempre a descer, percorrer o trilho entre Provesende e o Pinhão, a pé, é uma experiência fantástica.
As paisagens durante, praticamente, todo o percurso são magníficas.
Após uma visita à aldeia de Provesende, que eu adorei, deixei o carro estacionado na praça junto à fonte velha e iniciei o trilho que, também, parte do centro da localidade.

Ainda se percorre por algumas ruelas, onde é possível apreciar belos pormenores.
Ao sair da aldeia, o percurso faz-se por caminhos, quase todos eles em terra batida, onde é possível sentir aquela que eu considero a alma do Douro.
O Douro rural. O Douro da lavoura e do trabalho intenso. Um Douro entregue à Terra.
Quilómetros de vinhas, até à perda de vista. A exibirem, nesta fase, uvas já bem coloridas.
As descidas tornam-se mais intensas e as vistas revelam todo o esplendor do Douro.
Pequenos pormenores tais como os muros em pedra, tão característicos na região, dão um toque engraçado à caminhada.
No Miradouro de Miguel Torga, como gosto de lhe chamar, e já com vistas sobre a água, é fácil entender o porquê da inspiração do escritor.
Os rios, Pinhão e Douro, aproximam-se e as pernas já começam a dar sinal de algum cansaço de tanto travar nesta descida que nunca mais acaba.
Finalmente a cereja no topo do bolo, a localidade do Pinhão.
Uma localidade com a qual criei uma verdadeira ligação de amor, por ser linda e simples, tal como eu gosto das coisas.
Parar no seu cais e apreciar… Haverá lá algo mais belo?!…
E se o cais é um dos símbolos do Pinhão, a sua estação de comboios é a sua grande referência.
Ficaria aqui por tempos infinitos mas já eram horas de partir.
Ainda tinha de regressar à viatura e, por isso, voltei a Provesende de táxi.
Cansada, mas muito satisfeita foi assim que me senti depois desta bela experiência…
































