Costumo dizer que existiu uma Lisboa antes do terramoto e uma depois.
A Praça do Comércio é um exemplo, pois foi durante tantos anos conhecida como Terreiro do Paço.
Ainda hoje é comum chamarem-lhe os dois nomes.

Tudo começou quando o Rei D. Manuel I, transferiu a sua residência do Castelo de São Jorge para um local magnifico junto ao rio Tejo.
Esta nova residência ficou conhecida pelo Paço da Ribeira e a zona como o Terreiro do Paço.
O terramoto de 1755 destruiu tudo.
Com a sua reconstrução, a praça tornou-se no elemento mais importante do plano do Marquês de Pombal para a cidade, passando a ser a sua porta de entrada, uma porta de entrada nobre.

A Praça, limitada por 79 arcos, é uma das maiores da Europa e acolhe, ainda hoje, alguns ministérios.
Divide-se, também, entre hotéis, restaurantes e cafés.



O magnifico Cais das Colunas acolheu, ao longo dos anos, vários chefes de estado e outras figuras de destaque.

No centro da Praça, a estátua de D. José e os seus pormenores, da autoria do principal escultor da época, Joaquim Machado de Castro, não deixa ninguém indiferente.



O Arco Triunfal da Rua Augusta assinala a entrada para a Baixa.
Proporciona uma das melhores vistas sobre a cidade pelo que recomendo, fortemente, a sua visita.



Nos corredores com ligação aos arcos é comum realizarem-se pequenos mercados de artesanato e proporcionam vistas e fotografias fantásticas.



Num dos edifícios localiza-se o famoso café Martinho da Arcada, o mais antigo da cidade de Lisboa, muito frequentado por Fernando Pessoa.



É diariamente visitada por inúmeros turistas, sendo, portanto, um dos locais mais mais movimentado de Lisboa.
Uma opinião sobre “Terreiro do Paço ou Praça do Comércio”