Acho que me apaixonei, desde o primeiro instante, pelo Parque dos Poetas, quando, há uns anos, assisti a um concerto da Melody Gardot, no festival EDP Cool Jazz, nesse lindo local.

Digamos que foi Amor à primeira vista…



Longe de mim pensar, nessa altura, que a minha vida daria tantas voltas que, anos mais tarde, viveria o meu dia à dia junto a esse parque.



Hoje é a minha escolha para as minhas caminhadas diárias.



O Parque dos Poetas, que se localiza entre os núcleos urbanos de Paço de Arcos e Oeiras, em frente ao Centro Comercial Oeiras Parque, surge do desejo de ter neste concelho, um parque que pudesse acolher no mesmo espaço e ao mesmo tempo, poesia e arte.



Partindo de uma ideia inicial do poeta David Mourão-Ferreira e do escultor Francisco Simões, que pretendiam criar uma alameda dedicada aos poetas portugueses, aos quais se juntaram o paisagista Francisco Caldeira Cabral e a arquiteta Elsa Severino, hoje, é possível apreciar, nos seus 22,5 hectares de extensão, a escultura de cerca de 60 escritores, 50 portugueses e 10 de paises ou territórios de expressão portuguesa.






Pequenos jardins temáticos com as esculturas e as respetivas homenagens aos poetas embelezam, portanto, este magnífico local.





Encontra-se dividido em 3 áreas, cada uma dedicada a uma época literária e inauguradas em fases distintas.
Em 2003, foi inaugurada a primeira fase do projeto, com esculturas alusivas a 20 poetas do século XX.
Nesta zona é possível apreciar os lugares tão especiais dedicados a Florbela Espanca, Eugénio de Andrade, Manuel Alegre, Sophia de Mello Breyner, Fernando Pessoa, Alexandre O’Neill, entre muitos outros.



Por gostar muito de poesia, mais contemporânea, esta é a área onde mais me revejo.

Em 2013 é inaugurada a área dedicada à época dos Trovadores aos Poetas da Renascença.
Uma transição de poesia interessante, onde se podem apreciar os “cantinhos”, tão lindos, de Gil Vicente, Sá de Miranda, Luís de Camões, Fre Jerónimo Baía, entre muitos outros.
Em 2015 é inaugurada a última área, dedicada à época dos poetas do Barroco aos do Romântico, bem como, a 10 poetas representativos dos Países ou Território de Expressão ou Cultura Portuguesa.
É neste setor que é possível ver, por exemplo, os pequenos jardins dedicados a Manuel Maria Barbosa du Bocage, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Antero de Quental, o poeta de que tanto gosto Cesário Verde ou ainda Carlos Drummond de Andrade.


É nesta parte mais recente, também, que se localiza a estátua de que eu mais gosto, a da Marquesa de Alorna.


A vista deslumbrante sobre o rio e sobre o Atlântico, pode ser aproveitada a partir das outras estruturas existentes no parque.

O Templo da Poesia, é um edifício com salas de trabalho, área de exposições, restaurante, auditório e uma varanda que permite uma vista panorâmica sensacional.




A Pirâmide dos Poetas é um dos locais que eu mais gosto.



Com um acesso pelo jardim labiríntico, chegar à pirâmide metálica é como alcançar um prémio por ter escolhido a arte.



E o prémio é certamente subir à varanda e olhar para o Atlântico.



O Obelisco do Templo, foi inaugurado numa data carismática, dia 25 de Abril.



O Templo da Poesia, a pirâmide dos poetas e o obelisco do templo, são três estruturas que criam uma combinação, que no antigo Egito era associada ao culto solar.
Gostei, desde o primeiro instante, deste parque, um espaço multifacetado, que descobri com um concerto, mas que, para além de atividades culturais também acolhe outras, como desportivas ou ambientais.




E sei que vou continuar a gostar, o que começou com uma música e foi amor à primeira vista…
Fantástico,desconheço esse parque, logo eu que amo tanto a poesia, amo criar e declamar, escrever sobre os meus próprios sentimentos, não posso deixar de visitar assim que volte a Lisboa, obrigada por divulgar.
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