Hoje, remodelado e equipado, integra e é um belo complemento histórico do Centro Cultural Vila Flor, mas nem sempre foi assim…

O Palácio de Vila Flor é um edifício, do séc. XVIII, que já passou por várias mãos e que já teve diversas finalidades.

Foi edificado, a mando do fidalgo vimaranense Tadeu Luís António Lopes de Carvalho de Fonseca e Camões e acolheu, ao longo dos tempos, alguns acontecimentos históricos.
Foi vendido várias vezes, passando, assim, de família em família.

Em 1976, apresentava algum estado de degradação.
Foi, nessa altura, adquirido pela Câmara Municipal de Guimarães para aí funcionar o primeiro polo de Guimarães da Faculdade de Engenharia da Universidade do Minho.
Com a inauguração do novo edifício do Polo Universitário em Guimarães, o Palácio fica, temporariamente, encerrado.
Sofre, durante anos, várias intervenções para receber, sucessivamente, a Universidade do Minho, uma academia de música, uma oficina de teatro, entre outros, que no fundo só serviram por desvirtuar a sua identidade de tantas alterações, transitórias e desconexas, serem necessárias.
Estas não promoveram nem a sua reabilitação, nem o seu restauro como um todo.
Era urgente uma requalificação pelas marcas de degradação que se tornaram visíveis.
Tal acontece na primeira década de 2000, quando a câmara municipal de Guimarães decide restaurar, completamente, o Palácio Vila Flor e os seus lindos jardins jardins em solcacos, de forma a integrá-lo no projeto de um novo centro cultural.

Assim, o Palácio oitocentista, de estilo barroco, passa a coexistir com um edifício de arquitetura moderna, construído de raiz, para acolher espetáculos e concertos da cidade de Guimarães.

