Conta-se que, em certo dia, Hércules terá chegado de barco às costas que rodeiam a torre e que ali enterrara a cabeça do gigante Gerião depois de o vencer.
Segundo a lenda, Gerião, rei de Brigâncio, era um tirano que obrigava a sua população a entregar metade de tudo o que tinham, até os seus filhos.
Revoltados, os habitantes pediram ajuda a Hércules, que acabou por desafiar e derrotar o rei.
No local onde decorreu o combate e, mais tarde, o enterrou, levantou, em jeito de túmulo, uma torre alta, a conhecida Torre de Hércules.



Esta é apenas uma das inúmeras histórias/lendas associadas à construção deste monumento, mas talvez a mais valorizada pois até está representada no escudo da Corunha.
Na realidade, este monumento é o mais antigo e o mais ilustre da região, um farol romano ainda existente e que continua a cumprir a sua função.

Foi construído, no século II, na cidade de Brigâncio, durante os mandatos dos imperadores Trajano e Adriano, para servir de farol para a navegação.



Ao longo dos tempos, foi sujeito a várias restaurações/reconstruções e nem sempre cumpriu a mesma função.
Em 27 de junho de 2009, foi classificada como Património da Humanidade pela UNESCO.

A Torre de Hércules fica entre a enseada de Orzán e o golfo de Ártabro.

Geralmente é uma zona muito ventosa, mas devido à sua localização, é ótima para apreciar belas vistas panorâmicas sobre a linha da costa e o Oceano Atlântico.




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