A Floresta Negra é uma daquelas paisagens que parecem ter sido desenhadas propositadamente para justificar uma lenda.

Pinheiros escuros, quase pretos vistos de longe, daí o nome, aldeias de madeira encavalitadas nos vales, e um silêncio que só é interrompido, de vez em quando, por um cuco de madeira a anunciar as horas.


Foi ali, no século XVIII, que nasceu a tradição dos relógios de cuco.
Os invernos longos, durante os quais a neve fechava os caminhos, e as terras pouco generosas para a agricultura empurraram os camponeses para outros ofícios, e a relojoaria tornou-se um deles.
Com o tempo, a região inteira passou a viver disto: famílias que talhavam engrenagens de madeira, pintavam faces de relógio, esculpiam pássaros e folhas de vinha.
Triberg é hoje o centro simbólico dessa história, e não por acaso — é também onde se encontram as cascatas mais altas da Alemanha, o que transformou a vila num ponto de passagem quase obrigatório para quem visita a Floresta Negra. E é lá, a dois passos do centro, que vale a pena visitar a Eble Uhren-Park, uma loja-museu com o maior relógio de cuco do mundo à entrada, funcional, enorme, mais atracção do que peça útil. Lá dentro, porém, é que está o verdadeiro interesse: centenas de modelos, desde as réplicas turísticas mais simples até peças antigas, feitas à mão, com mecanismos que ainda hoje são montados um a um.



A cidade de Triberg é o seu altar.

A vila, conhecida também pelas cascatas mais altas da Alemanha, vive há gerações à sombra destes pequenos mecanismos de madeira que qualquer turista reconhece de imediato, mesmo sem nunca lá ter posto os pés.
No centro da vila, a poucos metros da entrada para as cascatas, fica a Haus der 1000 Uhren — a Casa dos Mil Relógios.


.A alguns quilómetros do centro, já fora da vila propriamente dita, fica a Eble Uhren-Park, em Schonachbach.


Há relógios para todos os preços, a partir de quarenta euros e outros que chegam aos vários milhares, pelo que há sempre algo para cada bolso.


