A Serra do Larouco faz parte do complexo montanhoso da Peneda-Gerês e é uma das maiores elevação de Portugal.Localiza-se entre o concelho de Montalegre e a região da Galiza em Espanha.
O seu nome deriva do Deus Larouco, um Deus galaico, adorado e temido, nessa região,associado ao trovão, metalurgia e fertilidade.A sua localização, muito particular, entre Trás-os-Montes e a Galiza, uniu sempre os dois povos, na adoração ao Deus Larouco, de tal forma que, ainda, há bem pouco tempo os jovens das zonas circundantes dos dois lados da raia, costumavam celebrar juntos, no cimo desta serra, uma festa dedicada a esta divindade.Memórias e crenças, de tempos ancestrais, de uma cultura que pertencia a um só povo, o mesmo, quando, ainda, não existiam fronteiras.A cristianização levou a que o culto ao Deus do Larouco, em que os vestígios são bem visíveis em algumas das zonas em redor da montanha, fosse, lentamente, substituído pelo culto cristão, pese embora as populações dessas terras teimem, ainda, em associar, por exemplo, o trovão à Serra do Larouco ” Trovão no Larouco nunca é pouco” como é costume ouvir-se.Em vez de me limitar a fazer, apenas, o percurso normal até ao cimo da serra, facilitado agora pelos bons acessos, fui à volta para contemplar o Larouco, daquele que eu considero o seu lado mais bonito, da aldeia de Gralhas, onde aproveitei para fazer uma visita à sua magnifica igreja.
Um ângulo, diferente, através do qual é possível perceber a imensidão desse planalto granítico que se estende por vários quilómetros.
As zonas de pastagens são comuns nesta serra, daí até ter parado o carro quando iniciava a sua subida, para poder apreciar um pastor a guardar o seu rebanho enorme num cenário lindíssimo.
Um pouco mais à frente, vários cães, conduziam outro pela estrada.
Até ao cimo existem pequenos miradouros onde é mais fácil parar para poder contemplar as magníficas paisagens envolventes.
As condições climáticas adversas que aqui se fazem sentir, durante grande parte do tempo, criaram um território único, onde só abunda certa vegetação mais resistente, como a urze e a giesta e habitada por lobos, cobras, raposas, javalis, entre muitos outros animais.
Aos 1527 metros de altitude, num plateau rochoso está um marco geodésico.



Sair do carro foi uma verdadeira aventura, com a ventania que se fazia sentir, isto, em pleno verão.Momentos divertidos. 
Quanto às vistas, não há palavras que as consigam descrever de forma merecida, pois são, simplesmente, deslumbrantes.De Barroso ao Gerês, da Serra da Peneda, Ourigo, Soajo à da Cabreira, todas são “terras” maravilhosas, então tentem imaginar o que é poder apreciá-las em simultâneo. 





Parecem todos pontos mais baixos.
Estive ali, a tentar resistir ao vento, só pelo simples facto de poder olhar com prazer e a pensar como era fácil acreditar que um Deus dominava todo este território com a sua imponência.